Agronegócio

Milho e soja batem máximas de 6 anos e meio com noticiário intenso na Argentina

Reuters
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30 de dezembro de 2020 - 19:50 - Atualizado em 30 de dezembro de 2020 - 19:55

Por Karl Plume

CHICAGO (Reuters) – Os contratos futuros do milho negociados em Chicago dispararam para uma máxima de seis anos e meio nesta quarta-feira, após a Argentina anunciar restrições à exportação do cereal, em momento em que o tempo seco continua ameaçando as safras do Brasil e do país vizinho.

Os futuros da soja também atingiram o maior patamar em seis anos e meio na sessão, com investidores deixando de focar em uma recém encerrada greve de trabalhadores do setor de oleaginosas na Argentina, que havia empurrado os preços para cima recentemente, e passando a se concentrar no tempo seco.

“Agora que os operadores não precisam se preocupar tanto com os problemas de carregamentos na Argentina, que vão ser resolvidos nas próximas semanas, eles estão voltando a focar no clima da América do Sul, que continua bastante adverso”, disse Terry Reilly, analista sênior de commodities da Futures International.

O trigo, enquanto isso, avançou para uma máxima de seis anos em um rali desencadeado por compras por fundos e movimentos técnicos.

A volatilidade ficou acima do normal, com operadores ajustando posições e se afastando do mercado antes do feriado de Ano Novo.

O contrato março da soja fechou em alta de 4,50 centavos de dólar, a 13,0050 dólares por bushel, depois de atingir o maior nível para um vencimento mais ativo desde junho de 2014.

O milho para março subiu 8,50 centavos, para 4,7450 dólares o bushel, mais alto patamar de um contrato mais ativo desde maio de 2014.

O vencimento março do trigo teve ganho de 22,25 centavos, a 6,4075 dólares/bushel, máxima desde dezembro de 2014 para um contrato mais ativo.

(Reportagem adicional de Emily Chow, em Xangai, e Sybille de La Hamaide, em Paris)

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