Agronegócio

Milho cai em Chicago após máxima de 7 anos e meio; contratos da nova safra têm alta

Reuters
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1 de abril de 2021 - 20:13 - Atualizado em 1 de abril de 2021 - 20:15

Por Julie Ingwersen

CHICAGO (Reuters) – Os contratos futuros do milho negociados em Chicago com vencimentos mais próximos recuaram nesta quinta-feira, em meio a realizações de lucros, depois de a referência atingir o maior nível desde 2013, impulsionada por um relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) que estimou o plantio do cereal no país em nível abaixo do esperado e reacendeu temores sobre a oferta global de grãos.

Os futuros da soja com vencimento mais próximo também cederam por realizações de lucros após o rali da véspera, que viu a oleaginosa atingir seu limite diário de alta.

No entanto, os contratos de soja e milho com vencimentos mais distantes avançaram, ampliando o “spread” frente aos de prazos mais curtos, uma vez que o relatório do USDA fez com que as atenções do mercado se voltassem para a safra de 2021.

O contrato maio do milho fechou em queda de 4,50 centavos de dólar, a 5,5975 dólares por bushel, passando a cair após tocar a marca de 5,85 dólares, maior nível para um vencimento mais ativo desde junho de 2013, em gráfico contínuo. Mas o contrato dezembro, já para a nova safra, teve ganho de 7 centavos, para 4,8450 dólares/bushel.

A soja para maio recuou 34,75 centavos, terminando cotada a 14,02 dólares/bushel, enquanto o contrato novembro, para a nova safra, subiu 7,50 centavos, a 12,6350 dólares o bushel.

“O grande destaque na quarta-feira foi a escassez de acres. Dessa forma, a força de hoje está nos contratos da nova safra, para encorajar uma expansão nas áreas de plantio, enquanto os contratos da safra antiga passam por realização de lucros”, disse Arlan Suderman, economista-chefe de commodities da StoneX, em nota a clientes.

Os futuros do trigo recuaram em meio a condições favoráveis de cultivo no Hemisfério Norte. O vencimento maio do cereal teve queda de 7 centavos, para 6,11 dólares por bushel.

(Reportagem adicional de Gus Trompiz, em Paris, e Naveen Thukral, em Cingapura)

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