Agronegócio

LongPing inicia pesquisa com soja no Brasil em parceria com universidade chinesa

Reuters
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28 de maio de 2021 - 16:12 - Atualizado em 28 de maio de 2021 - 16:15

Por Ana Mano

SÃO PAULO (Reuters) – A unidade da companhia chinesa de sementes LongPing High-Tech no Brasil fechou um acordo com uma universidade do país asiático para melhorar a qualidade de suas sementes de soja, informou a empresa em comunicado enviado à Rueters nesta sexta-feira.

O Brasil, segundo maior produtor e exportador de soja do mundo, vende a maior parte de sua safra para a China, que processa o grão para transformá-lo em óleo de cozinha e farelo de soja, utilizado como ração.

Como resultado da parceria, a LongPing High-Tech já recebeu variedades de sementes da China e está no processo de conclusão e envio de materiais genéticos da soja brasileira para pesquisadores chineses.

“A China é um dos países de origem da soja, com um rico germoplasma para compartilhar”, disse Edimilson Linares, vice-presidente de Pesquisas e Desenvolvimento da LongPing. “O Brasil, com décadas de sucesso na melhoria (da soja), é um mercado global muito importante na cadeia de grãos.”

A companhia disse que unirá esforços com a Universidade Agrícola do Sul da China, que é copatrocinada pela província de Guangdong e pelo Ministério da Agricultura chinês, para pesquisar potenciais novas variedades de soja em um pólo no Estado de São Paulo.

A LongPing High-Tech afirmou que esta é a primeira vez em que embarca na pesquisa de sementes de soja no mercado brasileiro, pois até agora se mantinha concentrada no milho.

A empresa, que compete com nomes como Corteva e Syngenta, acrescentou que o movimento é parte de uma estratégia de expansão de seus negócios no Brasil.

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