Agronegócio

Greve de trabalhadores de aduana atrasa exportações agrícolas da Argentina

Reuters
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8 de junho de 2021 - 15:31 - Atualizado em 8 de junho de 2021 - 15:35

Por Hugh Bronstein e Maximilian Heath

BUENOS AIRES (Reuters) – As exportações de grãos e derivados da Argentina foram afetadas nesta terça-feira por uma greve de sete horas promovida pelo sindicato de trabalhadores aduaneiros do país, que reivindicam prioridade na vacinação contra a Covid-19.

O protesto é realizado pelo Sindicato Único de Trabalhadores Aduaneiros (Supara, na sigla em espanhol), que disse que poderá realizar mais manifestações.

A entidade se somou às demandas de outros sindicatos que solicitam a vacinação em meio à segunda onda do coronavírus, que já deixou mais de 80 mil mortos no país.

“A medida começou às 10h da manhã, estamos recebendo os informes dos companheiros… e obviamente toda a tarefa habitual do trabalho de comércio exterior vai sofrer”, disse à Reuters o porta-voz do Supara, Marcelo Bisurgi, que destacou que terminais portuários e aeroportos têm sido afetados.

O gerente da Câmara de Atividades Portuárias e Marítimas (CAPyM, na sigla em espanhol), Guillermo Wade, afirmou que a greve de trabalhadores aduaneiros “está afetando todas as operações de importação e exportação”.

A Argentina é uma das maiores exportadoras de alimentos do mundo, e a medida de força ocorre em um momento de intensa atividade nos portos do país, já que os agricultores estão finalizando a colheita de soja e intensificando a de milho.

“Estamos no pico da temporada de colheita e de um enorme programa de exportação, então qualquer interrupção das atividades implica custos mais altos”, disse Luis Zubizarreta, presidente da Câmara de Portos Privados Comerciais.

O porta-voz do Supara afirmou que o sindicato precisa apenas de cerca de 3 mil vacinas para solucionar grande parte do problema. A aplicação está sendo negociada entre as autoridades da aduana e o Ministério da Saúde argentino.

“Não podemos continuar sujeitos ao fato de que eles ainda estão analisando para ver o que se resolve”, disse Bisurgi. “Se não tivermos uma solução, pretendemos continuar intensificando medidas e ações, até termos pelo menos alguma resposta concreta”, acrescentou.

(Hugh Bronstein e Maximilian Heath)

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