Agronegócio

Exportação de frango do Brasil sobe 3,4% em maio e ajuda a equilibrar custos, diz ABPA

Reuters
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9 de junho de 2021 - 19:39 - Atualizado em 9 de junho de 2021 - 19:40

SÃO PAULO, (Reuters) – As exportações totais de carne de frango do Brasil (in natura e processada) atingiram 414,3 mil toneladas em maio, alta de 3,7% ante o mesmo período de 2020, afirmou a associação da indústria ABPA nesta quarta-feira, ressaltando que as vendas externas ajudam a equacionar custos de produção maiores.

A receita cambial proveniente dos embarques de frango em maio chegou a 656,3 milhões de dólares, desempenho 20,1% superior ao obtido um ano antes.

“O bom ritmo das vendas de carne de frango para o mercado internacional vem ajudando a equilibrar a pressão gerada pelos custos de produção às empresas que têm acesso às exportações, que representam em torno de 70% das plantas sob inspeção federal”, disse em nota o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Ele acrescentou que a demanda externa segue firme e o produto brasileiro manteve-se competitivo, “mesmo sendo abastecido por grãos caros” –em referência à matéria-prima utilizada na ração que vem pressionando as margens do setor.

Atualmente, a indústria brasileira de aves e suínos têm buscado milho em países vizinhos, como Argentina e Paraguai, como alternativa para lidar com a escassez interna e preços elevados do cereal. Grandes exportadoras do setor como JBS e BRF estão entre os importadores do insumo.

Ainda segundo a ABPA, no acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações da proteína de frango chegaram a 1,846 milhão de toneladas, alta de 4,6% ante igual período do ano anterior. Em receita, a alta acumulada é de 4,8%, para 2,826 bilhões de dólares.

Entre os principais mercados compradores da carne no ano, foram destaques as Filipinas, com 61,9 mil toneladas (+65,3%), a Rússia, com 42,8 mil toneladas (+33,6%), o Reino Unido, com 41,7 mil toneladas (+41,4%) e o Chile com 39,7 mil toneladas (+152,9%), mostraram os dados.

SUÍNOS

Já as exportações brasileiras de carne suína, incluindo in natura e processados, totalizaram 102 mil toneladas em maio, leve queda de 0,3% no comparativo anual, informou a associação.

A receita gerada pelas vendas de maio alcançaram 253,2 milhões de dólares, 11,1% maior em relação ao quinto mês de 2020.

Entre janeiro e maio, as vendas externas de carne suína do Brasil chegaram a 453,9 mil toneladas, avanço de 18,44% no ano a ano. A receita acumulada atingiu 1,079 bilhão de dólares, aumento de 22,9%.

Entre os principais importadores da proteína no ano, se destacaram a China, com 238,7 mil toneladas (+29%); Chile, com 25,5 mil toneladas (+94%); Uruguai, com 17,5 mil toneladas (+12,2%); Argentina, com 12,2 mil toneladas (+63,4%); e Vietnã, com 9,4 mil toneladas (+27,4%).

“Os mercados da Ásia continuam como principais indicadores de tendência para as vendas de carne suína do Brasil”, disse Luís Rua, diretor de mercados da ABPA.

“Temos observado, contudo, uma significativa elevação da presença das nações importadoras da América do Sul entre os dez maiores importadores, o que é altamente positivo para o setor, especialmente do ponto de vista logístico”, acrescentou ele.

Assim como para o frango, o diretor disse que as exportações contribuem para reduzir os impactos da alta de custos.

(Nayara Figueiredo)

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