Agronegócio

ENTREVISTA-Real e ativos brasileiros vão superar pares nos próximos meses, prevê estrategista do Citi

Reuters
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ENTREVISTA-Real e ativos brasileiros vão superar pares nos próximos meses, prevê estrategista do Citi
Logo do Citi fotografado em Bangkok, Tailândia

13 de maio de 2021 - 16:15 - Atualizado em 13 de maio de 2021 - 16:15

Por José de Castro

SÃO PAULO (Reuters) – Os ativos brasileiros podem continuar superando seus pares nos próximos três a seis meses, com o real beneficiado pela alta dos preços das commodities e por seu valuation “muito atrativo”, disse Donato Guarino, estrategista de mercados emergentes do Citi.

Guarino se diz “construtivo” no câmbio e afirma que a valorização recente da moeda brasileira já mostra que investidores estão notando o “momentum positivo” num contexto de Selic em elevação.

“E há muitos fatores fora os juros que podem beneficiar o real. Neste momento controlar a inflação em si é uma história positiva”, disse.

O estrategista chamou atenção para o suporte ao real oferecido pela valorização das commodities. Esse fator tem sido citado por muitos analistas como um ponto de força à taxa de câmbio neste ano que ainda teria espaço para prosseguir apesar do rali já observado.

Pelos dados mais recentes da Funcex, a alta das matérias-primas levou os termos de troca do Brasil ao maior patamar desde 2011, ainda durante o superciclo das commodities.

“Do ponto de vista global parece que a pressão sobre as commodities é mais para cima do que para baixo”, disse. “Acho que os ativos brasileiros continuam atrativos no curto prazo, e o risco/retorno de comprá-los é positivo”, completou, destacando oportunidades na taxa de câmbio, na bolsa e em setores ligados a matérias-primas.

Guarino considerou que três meses atrás a situação era “diferente”, com ruído político mais pronunciado, riscos fiscais iminentes, incerteza sobre os rumos dos juros e temores sobre a trajetória da Covid-19 no país.

“A situação está mais clara, o céu está se abrindo, está menos nublado, e as estrelas estão alinhadas para uma boa performance (dos ativos domésticos)”, afirmou o estrategista.

Na renda fixa, porém, o profissional se diz menos “convencido”.

“Como país (de rating) ‘BB’ o Brasil está caro, está com spreads mais apertados do que a média dos ‘BBs'”, disse, explicando que isso ocorre porque a crença de investidores é de que, encaminhado o problema fiscal, o país tem condição de engatar forte crescimento econômico.

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