Agronegócio

Empresa de carnes Perdue leva 31 mil t de soja do Brasil para os EUA

Reuters
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27 de abril de 2021 - 14:57 - Atualizado em 27 de abril de 2021 - 15:00

Por Ana Mano e Karl Plume

SÃO PAULO (Reuters) – A processadora de carnes norte-americana Perdue vai embarcar cerca de 31,45 mil toneladas de soja do Brasil para os Estados Unidos, segundo dados da agência de marítima Cargonave, à medida que os estoques diminuem no mercado norte-americano.

O navio Four Turandot deve chegar na quarta-feira ao porto de Barcarena, no Norte do Brasil, e partir no dia 9 de maio, mostram os dados da programação de navios da Cargonave.

Procurada, a Perdue não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

O Brasil, maior produtor e exportador global de soja, raramente vende a oleaginosa para os EUA –a China é o principal comprador dos grãos do país.

Os Estados Unidos, segundo exportador e produtor, geralmente importa pequenos volumes de soja todos os anos. O país possui infraestruturas de manuseio de grãos que permitem exportações em grande escala.

Quando a oferta doméstica nos EUA está excepcionalmente apertada, instalações de processamento na Costa Leste dos EUA normalmente são as primeiras a importar, uma vez que os custos de embarque de grãos do Meio-Oeste por ferrovia podem ser maiores do que os custos de importação, disseram traders.

As margens de importação para essas instalações são atualmente favoráveis para embarques do final da primavera até os meses de verão no Hemisfério Norte, segundo os traders.

Os estoques de soja dos EUA devem cair para o equivalente a apenas nove dias e meio de consumo em setembro, antes da próxima safra, o nível mais apertado já registrado, de acordo com dados do Departamento de Agricultura dos EUA analisados pela Reuters.

Os Estados Unidos importaram quase 2 milhões de toneladas da oleaginosa na temporada 2013/14 e pouco mais de 1 milhão de toneladas na safra 2012/13, segundo dados do USDA. O USDA projeta 953.000 toneladas de importação de soja na atual temporada, embora alguns traders digam que os volumes podem ser maiores.

(Por Ana Mano em São Paulo e Karl Plume em Chicago)

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