Agronegócio

Datagro vê exportação de soja do Brasil em recorde de 85,5 mi t em 2021

Reuters
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25 de março de 2021 - 14:54 - Atualizado em 25 de março de 2021 - 14:55

SÃO PAULO (Reuters) – As exportações brasileiras de soja devem alcançar o recorde de 85,5 milhões de toneladas neste ano, estimou nesta quinta-feira a consultoria Datagro, que também vê máximas históricas para os embarques do complexo de subprodutos da oleaginosa, composto pelo grão, óleo e farelo.

Se confirmado, o volume de exportações no maior produtor e exportador global de soja terá um aumento de 2,5% ante 2020.

A expectativa considera a atual projeção de safra 2020/21, de 135,6 milhões de toneladas para o Brasil, 7% a mais em relação à temporada anterior, com colheita de 127,1 milhões de toneladas.

Já para o complexo soja, a estimativa de embarques totais em 2021 é de 104,3 milhões de toneladas, 2,8% superior ao volume de 101,4 milhões de toneladas do ano passado, “números que corroboram a tendência de aumento da representatividade do setor no comércio exterior do país”, disse a Datagro.

A soja já é o principal produto de exportação do país há alguns anos.

Para chegar a esse recorde, além das vendas do grão, a consultoria prevê embarque de 18 milhões de toneladas de farelo de soja (+6,1%) e 850 mil de óleo (-23,4%).

“Em função dessa boa previsão de incremento no volume total a ser embarcado, a Datagro indica que a receita total a ser obtida nas exportações do complexo soja brasileiro em 2021 seja novamente expressiva e, provavelmente, acima do recorde de 2018, totalizando 43,115 bilhões de dólares, 21,8% superior à receita de 2020.”

Do total, cerca de 34,2 bilhões de dólares devem corresponder às vendas externas de soja em grão (+19,1%), outros 8,010 bilhões de dólares virão do farelo (+35,3%) e 905 milhões de dólares dos embarques de óleo (+18,9%).

“Para uma receita total (das exportações brasileiras) projetada atualmente em 221,15 bilhões de dólares, o setor contribuiria com 19,5%, proporção bem acima dos 16,9% de 2020 e dos 17% do recorde de 2018, superando com folga os 13,8% da média dos últimos 10 anos.”

(Por Nayara Figueiredo)

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