Agronegócio

Colômbia estima produção de café em 6 milhões de sacas no 1º semestre

Reuters
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24 de fevereiro de 2021 - 17:44 - Atualizado em 24 de fevereiro de 2021 - 17:45

BOGOTÁ (Reuters) – A Colômbia, maior produtora global de café arábica lavado, deverá produzir 6,06 milhões de sacas de 60 kg no primeiro semestre deste ano, uma queda ante mesmo período de 2020 devido aos efeitos climáticos, estimou a Federação Nacional de Cafeicultores nesta quarta-feira.

A cifra representaria um recuo de 1,4% em relação à safra do primeiro semestre de 2020, que atingiu 6,14 milhões de sacas, embora esteja em linha com os históricos registrados nos últimos anos, segundo a entidade.

O gerente da Federação Nacional dos Cafeicultores, Roberto Vélez, explicou que a projeção resulta de uma amostragem realizada entre 19 de janeiro e 5 de fevereiro, que indicou uma leve redução na colheita em comparação com o primeiro semestre de 2020 por efeito do fenômeno La Niña, visto desde meados do ano.

“O La Niña traz consigo o aumento das chuvas, maior nebulosidade, redução das horas de luz, temperaturas mais baixas e excesso de água, o que faz com que a planta não tenha déficits hídricos temporários, que são os que estimulam as florações em maior volume”, acrescentou o gerente técnico da federação, Hernando Duque, em comunicado.

A safra de café da Colômbia, terceira maior produtora do mundo –depois do Brasil e Vietnã–, recuou 6% em 2020, para 13,9 milhões de sacas de 60 kg.

O país sul-americano possui 855 mil hectares cultivados com café, e cerca de 500 mil famílias dependem dessa atividade.

(Reportagem de Luis Jaime Acosta)

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