Agronegócio

Colheita de soja ultrapassa metade da área no RS; Emater vê safra de grãos ‘excelente’

Reuters
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15 de abril de 2021 - 18:54 - Atualizado em 15 de abril de 2021 - 18:55

SÃO PAULO (Reuters) – A colheita de soja 2020/21 do Rio Grande do Sul avançou de forma significativa ao longo da última semana e alcançou 54% das áreas, apesar de manter forte atraso em relação a anos anteriores, disse nesta quinta-feira a Emater-RS, que vê a safra de grãos do Estado se consolidando “com excelente resultado”.

Segundo o órgão ligado ao governo gaúcho, a colheita da oleaginosa avançou 15 pontos percentuais na variação semanal. Em igual momento da safra 2019/20, os trabalhos já alcançavam 81%, enquanto a média histórica de cinco anos para o período é de 73%.

Mesmo com o atraso no geral, a entidade destacou que “propriedades menores já estão encerrando a atividade”. Erechim, Passo Fundo e Frederico Westphalen, segundo a Emater-RS, são as regiões com trabalhos mais avançados, já em torno de 70%-80%.

A Emater-RS estima uma safra recorde de 20,2 milhões de toneladas de soja nesta temporada, que deve fazer com que o Estado supere o Paraná e volte a ocupar o posto de segundo maior produtor do país, atrás apenas de Mato Grosso.

Enquanto a soja registra atraso, o ritmo de colheita de milho da safra de verão se mantém à frente do verificado nos últimos anos.

Com 77% das áreas já colhidas, os trabalhos superam a marca de 75% vista em igual período do ano passado e a média histórica de 69%, segundo o levantamento.

Na última semana, o avanço foi de tímidos 2 pontos percentuais, uma vez que produtores têm priorizado os trabalhos com soja e arroz, mas a entidade vê sinais de boas produtividades em alguns locais.

“Segue a colheita da cultura, apesar de menos intensa… As lavouras da metade Sul apresentam produtividades boas, pois sofreram menos com a estiagem da primavera”, disse o órgão em informativo conjuntural.

Já para o arroz, a colheita gaúcha atingiu 80% das áreas cultivadas, avanço de 10 pontos percentuais na semana, superando a média de cinco anos (68%) e em linha com o verificado em igual período do ano passado.

“As condições climáticas possibilitaram mais uma semana de avanço na colheita… O rendimento da cultura é excelente, favorecido pelo clima e possibilidade de irrigação no período da estiagem”, afirmaram os técnicos sobre o Estado que é o principal produtor do cereal no país.

(Por Gabriel Araujo)

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