Agronegócio

CMN eleva limite de crédito para cafezais e institui linha por seca no RS e SC

Reuters
Reuters

23 de dezembro de 2020 - 19:34 - Atualizado em 23 de dezembro de 2020 - 19:35

SÃO PAULO (Reuters) – O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quarta-feira novas medidas de crédito para o agronegócio, elevando o limite da linha de financiamento para cafezais danificados no âmbito do Funcafé e instituindo uma linha emergencial de crédito para produtores rurais afetados pela seca no Sul do país.

Segundo comunicado do Ministério da Economia, o conselho ampliou para até 8 mil reais por hectare o limite de crédito para recuperação de cafezais por meio do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), com o valor total sendo limitado a 400 mil reais por produtor.

No mês passado, o CMN já havia aprovado o aumento do volume de recursos destinados à linha para 160 milhões de reais, em meio aos impactos da seca no país. Na ocasião, o órgão atendeu a pedido de representantes do setor, que também já pleiteavam a elevação do limite da linha para 8 mil reais por hectare.

O ministério apontou a decisão desta quarta como um “complemento ao voto aprovado no mês passado”.

Também em função dos problemas climáticos que afetam o país, o CMN instituiu uma linha emergencial de crédito de custeio para produtores do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina que tenham sofrido perdas pela seca ou estiagem na safra de verão de 2020.

O crédito será concedido a produtores enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) ou no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), disse o CMN.

O órgão colegiado também condicionou o benefício à formalização das perdas ao Proagro ou o acionamento do seguro agrícola pelo produtor entre o início de setembro e o final de dezembro.

Os limites de crédito serão de até 50 mil reais para os beneficiários do Pronaf e de até 300 mil reais para os do Pronamp, com taxas de juros de 4% e 5%, respectivamente. A linha de crédito poderá ser contratada até 15 de fevereiro de 2021.

(Por Gabriel Araujo)

Informamos aos nossos visitantes que nosso site utiliza cookies. Ao usar nosso site, você concorda com nossos Termos de Uso. A maioria dos navegadores aceita cookies automaticamente. Para ver quais cookies utilizamos, acesse nossa Política de Privacidade.