Agronegócio

Café avança na ICE com apoio do real e apetite por commodities agrícolas

Reuters
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28 de agosto de 2020 - 18:11 - Atualizado em 28 de agosto de 2020 - 18:15

NOVA YORK/LONDRES (Reuters) – Os contratos futuros do café arábica negociados na ICE fecharam em alta de mais de 3% nesta sexta-feira, no maior nível de fechamento desde 26 de março, impulsionados pela valorização do real no Brasil e pelo apetite de investidores por commodities agrícolas.

Os futuros do café robusta também avançaram, enquanto o preço do açúcar bruto recuou.

CAFÉ

* O contrato dezembro do café arábica fechou em alta de 4 centavos de dólar, ou 3,3%, a 1,2635 dólar por libra-peso, maior valor de fechamento em cinco meses.

* Fundos de hedge e gestores de recursos aumentaram suas apostas altistas no café arábica na semana até 25 de agosto, segundo dados da CFTC, à medida que investidores seguem construindo uma grande posição em commodities agrícolas.

* Operadores disseram que a alta do arábica também foi resultado da valorização do real,, que reduz o valor do café –precificado em dólar– nos termos da moeda brasileira e pode desincentivar vendas por produtores.

* Mas há dúvidas sobre a eventual continuidade do rali.

* “Para recuperar o ímpeto de alta, os preços precisam romper a resistência entre 127 centavos e 130 centavos (de dólar por libra-peso)”, disse em nota o chefe de pesquisas da Sucden Financial, Geordie Wilkes.

* O café robusta para novembro avançou 24 dólares, ou 1,7%, para 1.429 dólares por tonelada.

AÇÚCAR

* O contrato outubro do açúcar bruto fechou em queda de 0,17 centavo de dólar, ou 1,3%, a 12,60 centavos de dólar por libra-peso.

* Operadores disseram que a oferta no curto prazo segue abundante devido à grande produção no Brasil, e que o desconto do contrato outubro para o março pode aumentar ainda mais em relação ao nível atual de cerca de 0,63 centavo com o avanço do contrato rumo ao vencimento no final de setembro.

* O açúcar branco para outubro recuou 2,30 dólares, ou 0,6%, para 359,70 dólares por tonelada.

(Reportagem de Marcelo Teixeira e Nigel Hunt)

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