Agronegócio

Café arábica recua na ICE diante de desvalorização do real

Reuters
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26 de fevereiro de 2021 - 18:48 - Atualizado em 26 de fevereiro de 2021 - 18:50

NOVA YORK/LONDRES (Reuters) – Os contratos futuros do café arábica negociados na ICE recuaram nesta sexta-feira, em parte devido à desvalorização do real no Brasil, enquanto os preços do açúcar bruto também cederam antes do vencimento do contrato de março.

CAFÉ

* O contrato maio do café arábica fechou em queda de 2,55 centavos de dólar, ou 1,8%, a 1,375 dólar por libra-peso, após atingir uma máxima de 1,4045 dólar na quinta-feira, mais alto nível desde dezembro de 2019.

* Operadores disseram que as vendas por produtores aceleraram após o rali, com a desvalorização do real aumentando a atratividade dos preços no Brasil, maior produtor e exportador global da commodity.

* Chuvas generalizadas nas áreas cafeeiras do Brasil também deram um tom baixista ao mercado, embora anteriormente o tempo seco tenha prejudicado a próxima safra.

* Especuladores aumentaram suas posições compradas líquidas em café arábica na ICE em 15.972 contratos na semana até 23 de fevereiro, passando a 35.426 contratos.

* O café robusta para maio recuou 3 dólares, ou 0,2%, para 1.473 dólares a tonelada.

AÇÚCAR

* O contrato maio do açúcar bruto fechou em queda de 2,3%, a 16,45 centavos de dólar por libra-peso, ampliando as perdas após a máxima de quase quatro anos registrada na terça-feira, quando tocou 17,52 centavos.

* O contrato março expirou nesta sexta-feira, com entregas estimadas pelos operadores em cerca de 17.500 lotes, ou cerca de 890 mil toneladas, um pouco abaixo do registrado por este contrato há um ano. A trading asiática Wilmar foi citada como a única receptora.

* “Só um recebedor: baixista. Spread de 1,08 e esse era todo o açúcar que podia ser encontrado? Altista”, disse um corretor norte-americano, referindo-se a como a entrega poderia ser vista pelos participantes do mercado.

* O açúcar branco para maio recuou 9,00 dólares, ou 1,9%, para 459,00 dólares a tonelada.

(Reportagem de Marcelo Teixeira e Nigel Hunt)

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