Agronegócio

Café arábica fecha em queda na ICE; açúcar sobe

Reuters
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11 de janeiro de 2021 - 19:07 - Atualizado em 11 de janeiro de 2021 - 19:10

NOVA YORK/LONDRES (Reuters) – Os contratos futuros do café arábica negociados na ICE tiveram forte queda nesta segunda-feira, à medida que lockdowns relacionados à Covid-19 geram preocupações com perspectivas de demanda, enquanto os crescentes estoques certificados pela bolsa e a desvalorização do real no Brasil também eram fatores baixistas.

CAFÉ

* O contrato março do café arábica fechou em queda de 2,25 centavos de dólar, ou 1,8%, a 1,2145 dólar por libra-peso, após atingir uma mínima de 1,1910 dólar no início da sessão, menor nível para o primeiro contrato desde meados de dezembro.

* Operadores disseram que o movimento da moeda brasileira, o real, que atingiu o mais baixo patamar desde novembro, exerceu pressão baixista sobre as cotações.

* O real mais fraco faz com que os preços de commodities negociadas em dólar subam nos termos da moeda local, podendo estimular as vendas por produtores do Brasil.

* Operadores acrescentaram que o aumento recente nos estoques certificados pela bolsa também pressionou o mercado. Os estoques certificados de café arábica atingiram 1,49 milhão de sacas nesta segunda-feira.

* O café robusta para março recuou 3 dólares, ou 0,2%, para 1.315 dólares a tonelada.

AÇÚCAR

* O contrato março do açúcar bruto fechou em alta de 0,07 centavo de dólar, a 15,67 centavos de dólar por libra-peso. O primeiro contrato atingiu um pico de 16,33 centavos na semana passada, maior nível desde maio de 2017.

* As compras por fundos ajudaram a alimentar a alta recente da commodity, e os últimos dados da CFTC, para a semana até 5 de janeiro, mostraram uma expansão significativa na posição comprada líquida mantida por especuladores.

* O aperto da oferta no curto prazo, guiado em parte por uma safra ruim na Tailândia, segue dando suporte aos preços, especialmente nos mercados de açúcar branco.

* O açúcar branco para março avançou 3,20 dólares, para 437,90 dólares a tonelada.

(Reportagem de Marcelo Teixeira e Nigel Hunt)

((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447745))

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