Agronegócio

Café arábica avança na ICE diante de recuperação do real; açúcar fecha estável

Reuters
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26 de janeiro de 2021 - 19:04 - Atualizado em 26 de janeiro de 2021 - 19:10

NOVA YORK/LONDRES (Reuters) – Os contratos futuros do café arábica negociados na ICE fecharam em alta nesta terça-feira, impulsionados em parte pelo real, que se recuperou após as fortes perdas na semana passada.

A moeda brasileira mais firme reduz, nos termos locais, o valor de commodities precificadas em dólar, podendo restringir as vendas por produtores de café e açúcar –o país é o maior exportador global de ambos.

A desvalorização do dólar deu impulso às commodities de forma generalizada nesta terça-feira.

AÇÚCAR

* O contrato março do açúcar bruto fechou estável. Mais cedo, o mercado chegou a atingir uma mínima de 15,62 centavos de dólar, menor nível desde 13 de janeiro.

* Operadores disseram que os ganhos foram limitados pelo registro de chuvas no Brasil, o que favorece o desenvolvimento da cana, enquanto as exportações da Índia garantem que as ofertas sigam amplas.

* Uma safra ruim na Tailândia, no entanto, tem dado algum suporte ao adoçante.

* Fundos parecem ter entrado em compasso de espera após ajudarem a empurrar os preços ao maior nível em três anos e meio. O Rabobank disse em nota que o aumento nas posições compradas na semana passada ficou abaixo do esperado.

* O açúcar branco para março recuou 1 dólar, para 444,20 dólares a tonelada.

CAFÉ

* O contrato março do café arábica fechou em alta de 1,25 centavo de dólar, ou 1,0%, a 1,245 dólar por libra-peso.

* Operadores disseram que ainda há preocupações relacionadas ao tempo seco em partes do Brasil, apesar das chuvas recentes em algumas áreas.

* A valorização da moeda local tende a fazer com que as vendas por produtores diminuam no Brasil, em um mercado físico com ritmo já lento, com produtores segurando os estoques remanescentes à espera de preços melhores, disseram corretores.

* O café robusta para março avançou 8 dólares, ou 0,6%, a 1.317 dólares a tonelada.

* Operadores disseram que o mercado tem sido pressionado recentemente pelas vendas por cafeicultores do Vietnã, maior produtor global de robusta, antes do feriado de Tet, no mês que vem.

(Reportagem de Marcelo Teixeira e Nigel Hunt)

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