Agronegócio

Café arábica atinge maior nível desde 2017 na ICE; açúcar também sobe

Reuters
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26 de abril de 2021 - 19:04 - Atualizado em 26 de abril de 2021 - 19:05

NOVA YORK/LONDRES (Reuters) – Os contratos futuros do café arábica alcançaram nesta segunda-feira o maior nível em três anos e oito meses, impulsionados pela perspectiva de aperto nas ofertas nos próximos meses e pela valorização do real no Brasil, enquanto os preços do açúcar bruto também subiram.

CAFÉ

* O contrato julho do café arábica fechou em alta de 4,9 centavos de dólar, ou 3,6%, a 1,4175 dólar por libra-peso, após tocar a marca de 1,4415 dólar, maior nível para o segundo contrato desde agosto de 2017.

* Operadores destacaram que o Brasil deve colher uma safra menor neste ano, enquanto a demanda deve se recuperar nos Estados Unidos e Europa, à medida que restrições relacionadas à pandemia de Covid-19 são gradualmente relaxadas e as cafeterias voltam a abrir.

* A Starbucks deverá registrar uma receita recorde no segundo trimestre, com o rápido processo de vacinação nos EUA e China fazendo com que os clientes se sintam mais confortáveis para retomar o consumo fora de casa.

* A valorização do real, que operou em máxima de dois meses frente ao dólar, também foi citada por operadores como um fator positivo para o mercado, já que desencoraja as vendas por produtores brasileiros.

* O café robusta para julho avançou 24 dólares, ou 1,7%, para 1.440 dólares a tonelada.

AÇÚCAR

* O contrato maio do açúcar bruto fechou em alta de 0,26 centavo de dólar, ou 1,5%, a 17,17 centavos de dólar por libra-peso, após atingir uma máxima de 17,24 centavos, mais alto patamar desde 26 de fevereiro. O contrato expira na sexta-feira.

* Operadores disseram que a divulgação de dados de produção de cana e açúcar no centro-sul do Brasil pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) nesta semana deve fornecer um foco para o curto prazo, já que o mercado busca avaliar a situação.

* Os números da Unica serão referentes à primeira quinzena de abril.

* O tempo permaneceu mais seco do que o normal na maioria das áreas brasileiras de cana-de-açúcar em abril, possivelmente afetando o desenvolvimento da planta.

* O açúcar branco para agosto avançou 4,30 dólares, ou 0,9%, para 465,50 dólares a tonelada.

(Reportagem de Marcelo Teixeira e Nigel Hunt)

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