Agronegócio

Britânica Czarnikow entra nos mercados de etanol e energia elétrica do Brasil

Reuters
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27 de agosto de 2020 - 10:21 - Atualizado em 27 de agosto de 2020 - 10:25

Por Marcelo Teixeira

NOVA YORK (Reuters) – A trading de alimentos e fornecedora de serviços Czarnikow disse nesta quinta-feira que irá começar operações nos mercados de etanol e energia elétrica do Brasil, à medida que expande seu negócio com usinas de açúcar que também produzem o biocombustível e eletricidade.

A Czarnikow recebeu autorização da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para abrir uma nova empresa chamada CzEnergy, que comercializará etanol no Brasil, um mercado que a companhia diz ser 50% maior que o de açúcar.

O etanol responde por cerca de 40% do combustível usado pela frota de automóveis leves do Brasil, o que torna o país o segundo maior mercado global para o combustível, atrás apenas dos Estados Unidos.

“O produtor de açúcar, não apenas no Brasil, mas em outros lugares, está também produzindo etanol e eletricidade (a partir de biomassa). Então, queremos oferecer serviços de ´trading´, financiamento e hedge para outros produtos além de açúcar”, disse o chefe da Czarnikow Brasil, Tiago Medeiros.

A companhia planeja negociar energia no mercado livre no Brasil, onde grandes consumidores podem negociar contratos diretamente com geradores e comercializadoras.

O mercado livre de energia do Brasil triplicou de tamanho nos últimos quatro anos, e o atual governo tem planos de liberalização do setor que podem expandi-lo.

Medeiros disse que a unidade brasileira está tendo um bom ano, com crescimento nos volumes exportados devido à maior produção local e a safras fracas em outros lugares. As exportações do Brasil acumulam alta de 60% na atual temporada.

Ele afirmou que as compras chinesas de açúcar têm sido fortes, devido às maiores cotas de importação distribuídas pelo governo chinês a importadores.

“Eles vão provavelmente comprar cerca de 5 milhões de toneladas neste ano, para serem os maiores compradores globais de açúcar novamente”, disse.

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