Agronegócio

Bolsa reduz previsão de safra de trigo argentina 20/21 por seca e geadas

Reuters
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15 de outubro de 2020 - 14:44 - Atualizado em 15 de outubro de 2020 - 14:45

BUENOS AIRES (Reuters) – A safra de trigo 2020/21 da Argentina foi estimada em 17 milhões de toneladas pela Bolsa de Comércio de Rosário (BCR) nesta quinta-feira, uma redução frente à previsão anterior de 18 milhões de toneladas, devido à seca que afeta áreas produtoras do cereal há meses e às recentes geadas vistas no país.

Segundo a entidade, há seis meses as regiões oeste e central do núcleo agrícola do país não recebem grandes precipitações, o que afeta as perspectivas de produção de um dos maiores exportadores de trigo do mundo.

“É urgente a necessidade de chuvas importantes em grande escala, que possam completar os grãos e deter a queda de rendimento que vem se verificando”, disse a BCR em relatório mensal sobre os cultivos, acrescentando que as geadas severas nas últimas semanas agravaram o impacto da seca.

A bolsa afirmou que estima que quase 10% dos 6,5 milhões de hectares semeados com trigo 2020/21 na Argentina não sejam colhidos por causa da severa escassez hídrica, que no norte do país afeta os campos há oito meses.

“Há expectativa de chuva para a próxima semana, entre segunda e terça-feira que vem”, sinalizou a entidade, a cerca de um mês do início da colheita de trigo.

Em relação à soja e ao milho 2020/21, a BCR manteve suas previsões de safras de 50 milhões de toneladas e 48 milhões de toneladas, respectivamente. A semeadura do cereal teve início no mês passado, enquanto a da oleaginosa deve começar nas próximas semanas.

A bolsa alertou, no entanto, que as áreas plantadas com milho recentemente precisam de chuvas para assegurar sua emergência, enquanto para a soja “são necessários mais de 30 milímetros (de água) na faixa central do país” para que o início possa ocorrer.

(Por Maximilian Heath)