Agronegócio

Bayer lança programa no Brasil para captura de carbono na agricultura

Reuters
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27 de maio de 2021 - 18:06 - Atualizado em 27 de maio de 2021 - 18:10

SÃO PAULO (Reuters) – A companhia alemã Bayer, que atua nos segmentos de saúde e nutrição, anunciou nesta quinta-feira o lançamento no Brasil do programa PRO Carbono, que visa oferecer vantagens a produtores agrícolas dispostos a aumentar o sequestro de carbono, como parte de uma iniciativa mais abrangente da empresa no ramo ambiental.

Segundo a companhia, os participantes do programa deverão implementar práticas de manejo que possibilitem o aumento da retenção de carbono no solo.

Em troca, receberão análises de fertilidade e carbono e acesso a uma consultoria técnica que dará o apoio necessário para que cada participante adote um rol de práticas de manejo sustentáveis, como plantio direto, cultivo de cobertura e/ou rotação de cultura, e de impulsionadores de produtividade e carbono (como otimização do uso de fertilizantes, adoção de biotecnologia, entre outras).

O PRO Carbono faz parte da iniciativa Carbono Bayer, lançada em 2020, que em sua fase inicial no Brasil contou com mais de 400 produtores em 15 Estados, abrangendo lavouras de soja e milho.

Agora, a empresa pretende aumentar o número de agricultores envolvidos, embora não tenha revelado uma meta específica.

“A partir de programas como o PRO Carbono, os agricultores poderão ser recompensados não apenas pelo que e quanto produzem, mas também pela forma como produzem”, disse em nota o diretor de Sustentabilidade da divisão agrícola da Bayer para a América Latina, Eduardo Bastos.

Para ele, a agricultura brasileira possui espaço para crescimento em termos de sustentabilidade e pode ajudar a empresa a materializar seus compromissos globais relacionados ao meio ambiente.

A companhia acrescentou que, além da sustentabilidade, ao final do programa é possível a obtenção de um potencial ganho médio de mais de 10% em produtividade e de mais de 6% em rentabilidade, conforme estudos que já realizou.

Como requisitos para participação no programa, a Bayer citou critérios de conformidade social e ambiental –incluindo respeito a código florestal, às áreas de proteção e à delimitação de terras índigenas e quilombolas– e a adesão à plataforma digital Climate FieldView, pela qual ocorrem coleta e rastreamento dos dados.

Segundo a Bayer, os agricultores selecionarão um talhão de mais de 30 hectares para participar do programa durante três anos.

(Por Gabriel Araujo)

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