Agronegócio

Após 50 anos, Paraná é declarado livre de febre aftosa sem vacinação

De acordo com o Governo, o reconhecimento internacional do Paraná livre de febre aftosa irá ajudar a abrir mercados para a carne paranaense e outros produtos de origem animal

Caroline
Caroline Maltaca / Estagiária com informações da AEN e supervisão de Giselle Ulbrich
Após 50 anos, Paraná é declarado livre de febre aftosa sem vacinação
Após 50 anos, Paraná conquista status internacional de área livre de febre aftosa sem vacinação (Foto: Gilson Abreu/AEN)

27 de maio de 2021 - 19:53 - Atualizado em 27 de maio de 2021 - 19:53

O Paraná conquistou na manhã desta quinta-feira (27) a certificação de área livre de febre aftosa sem vacinação, resultado de uma luta de mais de 50 anos do Governo do Estado e do setor produtivo. O novo status sanitário foi confirmado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em cerimônia virtual da 88ª Sessão Geral da Assembleia Mundial dos Delegados da OIE, em Paris, na França.

“O Paraná lutava há décadas por essa chancela, que vai mudar o patamar de produção da pecuária paranaense, que já é bastante forte. Com o apoio das entidades do setor produtivo, organizamos toda a estrutura de sanidade animal e fizemos a lição de casa”,

afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

O Estado obteve reconhecimento nacional do Ministério da Agricultura e Pecuária em agosto do ano passado e aguardava pela validação da OIE, que também reconheceu os pleitos do Rio Grande do Sul e do Bloco I (Acre, Rondônia e parte do Amazonas e do Mato Grosso). Além da aftosa, a entidade deu a chancela ao Paraná de zona livre de peste suína clássica independente.

“Nossos rebanhos já não são mais vacinados e há anos o vírus não circula mais no Estado. Esse reconhecimento vai ajudar a abrir mercado para a carne produzida no Paraná, ampliando os investimentos no Estado, que vão gerar mais emprego e renda para a população”,

acrescentou.

Maior produtividade

De acordo com o Governo, o reconhecimento internacional do Paraná irá ajudar a abrir mercados para a carne paranaense e outros produtos de origem animal, com a possibilidade de comercialização a países que pagam melhor pelo produto, como Japão, Coreia do Sul e México.

Em 2020, o Estado produziu mais de 5,7 milhões de toneladas de carne de porco, boi e frango, quase um quarto do que foi produzido no País. O Estado é responsável por 33% da produção nacional de frango e 21,4% em piscicultura, liderando os setores.

Para o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, o principal recado que o Paraná passa é mostrar ao mundo uma estrutura produtiva mais desenvolvida e sadia, com um serviço de inspeção sanitária de qualidade.

“Tudo isso vai refletir em novos negócios e na geração de empregos, que foi o motivo para lutarmos por essa chancela. O aumento na produção, com a expansão de novas plantas e abertura de mais turnos, significa mais gente trabalhando”,

concluiu o secretário.