Agronegócio

Açúcar recua na ICE em meio a liquidação generalizada

Reuters
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25 de março de 2021 - 18:09 - Atualizado em 25 de março de 2021 - 18:10

NOVA YORK/LONDRES (Reuters) – Os contratos futuros dos açúcares bruto e branco negociados na ICE terminaram esta quinta-feira em forte queda, com o aumento no número de casos de Covid-19 na Europa desencadeando um “selloff” generalizado nos mercados financeiros.

Os futuros do café arábica se recuperaram no final da sessão e fecharam praticamente estáveis.

AÇÚCAR

* O contrato maio do açúcar bruto fechou em queda de 0,54 centavo de dólar, ou 3,5%, a 15,09 centavos de dólar por libra-peso, após igualar a mínima de três meses registrada na terça-feira, de 15,05 centavos.

* “Os fundos de hedge estão comprados, os preços sazonais estão baixistas e o ambiente macro está negativo… uma combinação miserável para os futuros agrícolas”, disse a Peak Research.

* Operadores também destacaram que as medidas de restrição no Brasil estão reduzindo o consumo de combustíveis e pressionando as cotações locais do etanol.

* “Isso está deixando muito distante qualquer chance de uma mudança em favor da produção de etanol em vez do açúcar”, disse um corretor baseado nos Estados Unidos.

* As usinas do centro-sul do Brasil tiveram um início lento de temporada em 2021/22, já que a moagem de cana na primeira quinzena de março ficou 43% abaixo dos volumes vistos em igual período do ano anterior.

* O açúcar branco para maio recuou 11,10 dólares, ou 2,5%, para 439,20 dólares a tonelada.

* Uma compradora estatal da Etiópia iniciou uma licitação internacional para adquirir até 320 mil toneladas de açúcar branco, disseram traders europeus.

CAFÉ

* O contrato maio do café arábica fechou praticamente estável, a 1,2660 dólar por libra-peso.

* Preocupações com a demanda fraca estão pressionando o mercado do café, com lockdowns em grandes países consumidores, como Alemanha e França, indicando uma redução no consumo fora de casa, que envolve especialmente grãos de café arábica.

* O café robusta para maio recuou 1 dólar, ou 0,1%, para 1.365 dólares a tonelada.

(Reportagem de Marcelo Teixeira, Maytaal Angel e Nigel Hunt)

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