Agronegócio

Açúcar bruto toca mínima de 3 meses na ICE; café arábica se recupera

Reuters
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31 de março de 2021 - 17:32 - Atualizado em 31 de março de 2021 - 17:35

NOVA YORK/LONDRES (Reuters) – Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE caíram e chegaram a tocar mínima de três meses nesta quarta-feira, à medida que a fraca demanda ajuda a aliviar o aperto da oferta no curto prazo, enquanto o café arábica fechou em alta, recuperando-se após tocar o menor nível em um mês e meio no início da sessão.

AÇÚCAR

* O contrato maio do açúcar bruto fechou em queda de 0,15 centavo de dólar, ou 1,0%, a 14,77 centavos de dólar por libra-peso, após atingir uma mínima de três meses e meio, a 14,67 centavos.

* Operadores disseram que a demanda fraca, especialmente na Europa, e um final de safra mais forte do que o esperado na Tailândia –grande país exportador– ajudaram a aliviar as preocupações com o aperto de ofertas no curto prazo.

* A corretora StoneX revisou para cima sua estimativa para a produção tailandesa de açúcar, assim como no Paquistão e Estados Unidos, apontando para um déficit menor nesta temporada.

* No Brasil, a produção de açúcar no centro-sul deve alcançar 36,1 milhões de toneladas na safra 2021/22, ainda segundo a StoneX, que elevou sua projeção ante os 35,5 milhões vistos no levantamento anterior.

* O açúcar branco para maio recuou 9,80 dólares, ou 2,3%, para 420 dólares a tonelada.

* O Paquistão permitiu nesta quarta-feira importações de 500 mil toneladas de açúcar branco na Índia, dando um passo em direção à retomada do comércio entre os países rivais.

CAFÉ

* O contrato maio do café arábica fechou em alta de 0,9 centavo de dólar, ou 0,7%, a 1,235 dólar por libra-peso, depois de tocar uma mínima de um mês e meio, a 1,2050 dólar.

* Operadores disseram que o mercado aparenta estar sobrevendido e pronto para uma recuperação.

* “É possível que vejamos uma correção para cima nos próximos dias, o café deve buscar a resistência em 1,29 dólar”, afirmou um corretor.

* O mercado continua sustentado pelas perspectivas de menos café arábica no Brasil na safra 2021/22, um ano de baixa no ciclo produtivo bienal do país.

* “A demanda –principalmente por café arábica– está sofrendo com as restrições que reduzem o consumo fora de casa durante a crise do coronavírus. No entanto, a perspectiva de um déficit em 2021/22 deve dar suporte aos preços, e esperamos que o arábica se recupere em breve”, disse o Commerzbank em nota.

* O café robusta para maio recuou 6 dólares, ou 0,4%, para 1.342 dólares a tonelada.

(Reportagem de Marcelo Teixeira e Nigel Hunt)

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