Agronegócio

Açúcar bruto cai mais de 3% com realização de lucros; café arábica fecha estável

Reuters
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28 de abril de 2021 - 18:36 - Atualizado em 28 de abril de 2021 - 18:40

NOVA YORK/LONDRES (Reuters) – Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE se afastaram nesta quarta-feira das máximas registradas na véspera, após sinais de sobrecompra levarem investidores a realizar lucros. O café arábica, por sua vez, terminou o dia estável.

AÇÚCAR

* O contrato maio do açúcar bruto fechou em queda de 0,64 centavo de dólar, ou 3,6%, a 17,30 centavos de dólar por libra-peso, depois de ter avançado 4,5% na terça-feira, quando atingiu uma máxima de 17,98 centavos.

* Operadores disseram que o mercado aparentou estar sobrecomprado após a alta recente, acrescentando que o enfraquecimento dos contratos no início da sessão disparou algumas ordens automáticas de vendas, com investidores realizando lucros.

* Eles afirmaram ainda que alguns investidores estão abandonando posições no primeiro contrato antes de seu vencimento, na sexta-feira.

* O Commerzbank disse que a melhora nas ofertas da União Europeia, Índia e Tailândia nesta temporada deve deixar o mercado em uma posição equilibrada, embora as persistentes condições de seca no Brasil preocupem cada vez mais.

* O açúcar branco para agosto recuou 17,70 dólares, ou 3,7%, para 462,70 dólares a tonelada.

CAFÉ

* O contrato julho do café arábica fechou praticamente estável, a 1,4585 dólar por libra-peso. Na véspera, havia terminado a sessão em alta de 1,8%, tendo registrado uma máxima de 1,4630 dólar.

* Apesar das expectativas de queda na produção do Brasil, os estoques de café arábica certificados pela ICE continuaram em alta nos últimos três dias, avançando rumo aos 2 milhões de sacas.

* As vendas trimestrais da Starbucks ficaram abaixo das expectativas do mercado, o que derrubou as ações da companhia em 2%, embora a rede de cafeterias tenha elevado sua projeção para receita e lucro anuais por expectativas de um retorno de clientes após a vacinação.

* As receitas da empresa subiram 11% no trimestre encerrado em 28 de março, para 6,67 bilhões de dólares, indicando melhora na demanda por café para consumo fora de casa à medida que os estabelecimentos reabrem.

* O café robusta para julho avançou 7 dólares, ou 0,5%, para 1.468 dólares a tonelada.

(Reportagem de Marcelo Teixeira e Maytaal Angel)

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