Notícias

“Adios Diego”: Maradona é enterrado e mundo chora a perda de um dos maiores astros do futebol

Reuters
Reuters
“Adios Diego”: Maradona é enterrado e mundo chora a perda de um dos maiores astros do futebol
Friends and family carry the casket of soccer legend Diego Armando Maradona, at the cemetery in Buenos Aires

26 de novembro de 2020 - 22:28 - Atualizado em 26 de novembro de 2020 - 22:30

Por Maximilian Heath e Leonardo Benassatto

BUENOS AIRES (Reuters) – O argentino Diego Maradona, um dos maiores jogadores de futebol da história, foi sepultado nesta quinta-feira enquanto o mundo todo mostrou seu luto pela perda, desde as ruas de Buenos Aires à cidade de Nápoles, na Itália. 

A morte de Maradona aos 60 anos na quarta-feira, após uma parada cardiorrespiratória, provocou tanto o luto quanto as celebrações a uma verdadeira estrela do esporte, um gênio em campo, mas com uma vida marcada por dificuldades provocadas pela dependência química.

Em um dia de grandes emoções, o campeão mundial pela Argentina foi levado em um carro funerário na noite de quinta-feira para o cemitério de Bella Vista, nos arredores de Buenos Aires –onde seus pais também estão enterrados– para uma cerimônia da família e amigos próximos.

Milhares de argentinos encheram as ruas enquanto a procissão passou na jornada de uma hora da Casa Rosada, o palácio presidencial no centro de Buenos Aires, onde o caixão com o corpo de Maradona ficou exposto ao público durante o dia. 

Mais cedo, confrontos entre a polícia e torcedores e uma atmosfera febril, muito mais similar a um jogo disputado de futebol do que a um velório, marcaram o dia, com os torcedores se amontoando próximos às grades do palácio para chegar o mais perto possível de seu ídolo. 

Na Itália, uma multidão amarrou seus cachecóis azuis e brancos às grades de seu ex-clube, o Nápoli, enquanto, na França, a primeira página do jornal esportivo L’Equipe disparou: “Deus está morto”. 

Na Argentina, foi decretado luto nacional de 3 dias para o jogador que liderou a seleção do país ao título da Copa do Mundo de 1986 e é reverenciado como uma figura religiosa. Dezenas de milhares foram às ruas, muitos sem máscaras faciais, apesar dos temores com a pandemia da Covid-19. Alguns deixaram flores e mensagens na casa onde o jogador passou sua infância.

“Maradona para mim é a melhor coisa que aconteceu em minha vida. Eu o amo como amo meu pai, e é como se ele mesmo tivesse morrido”, disse Cristian Montelli, de 22 anos, um torcedor do ex-clube de Diego, o Boca Juniors, com lágrimas nos olhos depois de passar pelo caixão do astro. “Se eu morrer jovem, com sorte lá em cima eu posso jogar bola e assistir um jogo do Boca com ele”, acrescentou Montelli, que tem o rosto de Maradona tatuado em uma perna. 

(Reportagem de Maximilian Heath e Leonardo Benassatto em Buenos Aires, reportagem adicional de Gabriele Pileri em Nápoles e Nicolas Misculin, Eliana Raszewksi, Miguel Lobianco, Ramiro Scandalo, e Cassandra Garrison em Buenos Aires)

tagreuters.com2020binary_LYNXMPEGAQ01D-BASEIMAGE

Informamos aos nossos visitantes que nosso site utiliza cookies. Ao usar nosso site, você concorda com nossos Termos de Uso. A maioria dos navegadores aceita cookies automaticamente. Para ver quais cookies utilizamos, acesse nossa Política de Privacidade.