Coronavírus

Lojistas de shoppings de Curitiba querem reabrir com medidas de segurança

Lucas
Lucas Sarzi Com informações da ACP
Lojistas de shoppings de Curitiba querem reabrir com medidas de segurança
Foto: Pixabay.

15 de maio de 2020 - 00:00 - Atualizado em 1 de julho de 2020 - 14:44

Lojistas, proprietários e gestores de shoppings de Curitiba, em reunião presencial e online na Associação Comercial do Paraná (ACP), discutiram, na manhã de terça-feira (14), alternativas para a reabertura dos estabelecimentos. Já são mais de 50 dias com atividades paralisadas e a ACP teme os impactos negativos da crise no setor.

Após o encontro, foi elaborado um documento às autoridades com as reivindicações do segmento. “É urgente que sejam adotadas medidas para a reabertura dos shoppings de Curitiba, pois grande parte das lojas estão prestes a quebrar“, disse o presidente da ACP, Camilo Turmina.

“São quase 20 mil empregos. Quando se discutem regras para a retomada dos negócios, é inaceitável que os shoppings sejam discriminados como se fossem os vilões da pandemia”, comentou.

Segundo Turmina, ações para o estabelecimento de barreira sanitária e viabilização dos negócios não são excludentes. A ACP defende que a reabertura do comércio no Paraná e em várias unidades da federação comprovou que “não há riscos de explosão de contágio da covid-19, desde que regras rigorosas de contenção sejam estabelecidas e obedecidas”, disse o manifesto.

A ACP afirma que os indicadores de pessoas contaminadas, população e leitos hospitalares (redes pública e privada) disponíveis permitem novos avanços na reativação da economia da cidade. Conforme destacou o proprietário do Shopping Novo Batel, Luiz Celso Branco, é possível reabrir com segurança desde que se obedeçam as regras necessárias, com comprometimento de todos e responsabilidade.

Os lojistas dos shoppings querem os mesmos direitos de outros setores que reabriram, como o comércio de rua. Os shoppings podem ter um ambiente altamente controlado, a exemplo de grandes supermercados e outros estabelecimentos abertos.

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Medidas propostas pela ACP para reabertura dos shoppings em Curitiba

Em acordo com as entidades representativas do setor de shopping centers, os participantes sugeriram o estabelecimento de uma série de normas para nortear a reabertura dos estabelecimentos. São elas:

– Redução do horário de atendimento para o período entre 12h e 20h;
– Instalação de cabines de desinfecção já disponíveis no mercado;
– Medição de temperatura de todos os frequentadores;
-Limitação da entrada de clientes dentro dos shoppings e das lojas de acordo com a área de cada unidade;
– Obrigatoriedade e severa vigilância no uso de máscaras;
– Orientação visual vertical e orientação sobre distanciamento entre as pessoas nos espaços comuns e no interior das lojas;
– Protocolos rigorosos de higienização de máquinas  e equipamentos disponíveis ao público;
– Retiradas de bancos e sofás dos corredores;
– Distribuição de pontos de higienização das mãos em vários pontos nas áreas comuns e interior das unidades comerciais;
– Ampliação do espaçamento entre mesas nas praças de alimentação conforme as regras sanitárias;
– Disponibilização de equipamentos de proteção individual a todos os funcionários.

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Foto: Priscilla Fiedler

Renegociação dos contratos para não complicar mais ainda os comerciantes

Os participantes também solicitaram à ACP que manifeste aos controladores de shoppings de Curitiba a necessidade de flexibilização nos contratos e o estabelecimento de novas modalidades contratuais e de locação enquanto perdurar a crise.

“Há consenso de que a relação lojas/shoppings terá que obedecer a um novo formato comercial diante da enorme queda no faturamento, dos novos hábitos que advirão da pandemia de covid-19 e dos elevados custos para manter os negócios nos centros comerciais“, disse a nota da ACP.

Conforme o comunicado, os lojistas também sugerem, “como medida emergencial“, a remuneração do gestor do shopping sobre o faturamento, ou seja, um determinado percentual das vendas feitas pelo lojista seria repassado ao controlador da operação. Em outra proposta, o condomínio seria rateado por todos e com a participação do lojista na formatação das despesas.

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