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Polícia investiga homem suspeito de abusar da filha e matar sogro, em Londrina

Cão farejador foi utilizado no local para identificar possíveis odores de corpo

Mirian
Mirian Villa
Polícia investiga homem suspeito de abusar da filha e matar sogro, em Londrina
Homem, que está desaparecido, é suspeito de abusar da filha e ainda matar sogro (FOTO: REPRODUÇÃO/ RICTV PR)

11 de setembro de 2019 - 00:00 - Atualizado em 1 de julho de 2020 - 15:53

O Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria) de Londrina, no norte do Paraná, investiga um homem suspeito de abusar da filha e matar o sogro, que teria desaparecido em 2016. Segundo a polícia, existe um vídeo do pai assistindo filmes pornográficos ao lado da criança.

Durante a investigação, o Nucria foi até o local para cumprir mandados de apreensão de eletrônicos, para examinar possíveis conteúdos pornográficos. A equipe também contou com o apoio do canil do Corpo de Bombeiros para analisar o local.

Suspeita de homicídio e estupro

A mãe da criança foi até a polícia há aproximadamente um mês para denunciar o marido por um abuso cometido contra a própria filha em 2016. Além disso, a mulher alegou que o homem também matou seu pai.

Para o Nucria, a mulher disse que quando descobriu o abuso sexual ela foi espancada pelo homem. Em seguida, seu pai descobriu as agressões e o crime cometido pelo genro, que foi tirar satisfações.

De acordo com as investigações, nesse dia, os homens discutiram e, possivelmente, ele matou o sogro e enterrou em uma fossa. Ele também queimou as roupas usadas pelo idoso. Para a polícia, a mulher disse que quando chegou em casa viu uma fogueira e reconheceu as roupas do pai.

Depois disso, o homem concretou o lugar onde cavou a fossa. Na manhã de hoje, policiais foram até a casa, que fica no Jardim Columbia, na Zona Oeste, para cavar o terreno, porém, eles precisam de uma máquina para quebrar o concreto e ver se o cadáver está mesmo enterrado no local.

O homem está sendo procurado pela polícia.

Cachorro ajuda nas investigações

A delegada Lívia Pini revelou nesta quarta-feira (11) que durante as investigações contou com o apoio do canil do Corpo de Bombeiros.

“Surgiram indícios de que poderia existir odores relacionados a cadáver, principalmente no local onde ele supostamente teria queimado estes objetos. A partir daí a gente vislumbra uma suspeita de desaparecimento criminoso desse indivíduo, então a partir de agora a gente vai encaminhar uma cópia da investigação para delegacia de homicídios dar continuidade”, conta a delegada.

Para o trabalho a cachorra Akira foi utilizada para farejar o local. De acordo com o Cabo Berzotti, este caso é diferente da maioria em razão do tempo passado e também das circunstâncias como crime teria sido cometido.

“A gente faz esse trabalho com ela, de busca de cadáver, mas essa é uma situação um pouco atípica pra gente. Segundo informações, o corpo tinha sido queimado, enterrado e tem uma parte de concreto por cima e isso. Ela teve uma mudança de comportamento em determinado local, que foi onde a vítima tinha informado, mas a gente acabou deixando sem conclusão”, declara o militar.

As investigações devem utilizar um equipamento especial para destruir a camada de concreto.

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