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4.º dia do júri de Manvailer explora mais detalhes sobre a relação do casal

Confira o resumo do 4.º dia do júri de Manvailer; quatro pessoas foram ouvidas

Daniela
Daniela Borsuk
4.º dia do júri de Manvailer explora mais detalhes sobre a relação do casal
(Foto: Reprodução)

7 de maio de 2021 - 22:52 - Atualizado em 7 de maio de 2021 - 22:53

Esta sexta-feira (7) foi o quarto dia do júri popular de Luis Felipe Manvailer, acusado de ter matado a esposa, a advogada Tatiane Spitzner. Entre os destaques de hoje está o número de pessoas ouvidas, foram quatro durante o dia, o que deu mais celeridade à sessão.

Além disso, um investigador de polícia e um policial militar deram mais detalhes sobre o primeiro atendimento no local do crime, registrado em 22 de julho de 2018. Outro ponto relevante foi o relato de um vizinho que alega ter visto Tatiane montada na sacada. A última pessoa ouvida no dia, como informante, foi o irmão de Luis Felipe, André Manvailer. Ele contou sobre a personalidade do réu e falou sobre suas impressões da relação do casal.

Primeira testemunha

A primeira testemunha do dia foi o investigador Leandro Drobrychtop, da Polícia Civil. Ele fez o atendimento do local do crime pela polícia. Ao ser interrogado pela defesa, afirmou que gostaria de retificar a descrição que colocou da natureza do crime no momento do primeiro atendimento, que foi como feminicídio. Com os indícios que tinha, o caso poderia se tratar de outra natureza, como suicídio ou queda acidental, conforme exemplificou a defesa.

Ao ser questionado pela Promotoria, explicou que não era por não acreditar em feminicídio e sim pois, na ocasião, com as informações que tinha, ainda não poderia ter chego à essa conclusão e que, para isso, teria que ter mais elementos e provas, ainda indisponíveis na hora em que entregou seu relatório, no dia do crime.

Após entregar seu relatório para apuração do delegado responsável pelo caso, Leandro afirmou que não teve mais contato com as investigações do crime.

Segunda testemunha

A segunda testemunha do dia, o policial militar Newton Samuel, foi interrogado sobre o seu atendimento com relação ao crime. Ele foi o primeiro a chegar na ocorrência. O destaque para a defesa foi entender quem seria o solicitante, a pessoa que acionou a PM. Ele relatou que acreditava ter sido o homem que aparece nas imagens de câmeras de segurança segurando um celular e falando com Manvailer quando ele vai recolher o corpo na calçada. No entanto, por não estar no relatório, afirma que não tinha certeza sobre isso.

A Promotoria e os assistentes de acusação questionaram Newton sobre ele ter sido o primeiro a ver o corpo de Tatiane. Foi ele quem arrombou a porta do apartamento. Eles mostraram fotos do relatório da Polícia Civil e perguntaram se foi assim que o corpo foi encontrado. Ele afirmou que sim, disse ter visto as marcas no pescoço e o sangue na cabeça.

Terceira testemunha

A terceira testemunha da defesa foi Antônio Marcos Machado, vizinho da frente do prédio onde o casal morava. Ele afirmou que viu “uma moça como se estivesse a cavalo na sacada, com o peito e o pé para fora”. Contou ainda que, depois, viu Manvailer aparecer na sacada, o casal discutir e Tatiane colocar o pé para dentro da sacada.

Conforme Antônio Marcos, na sequência o casal entrou no apartamento. Depois, viu Manvailer sair para a sacada sozinho, segurar no corrimão, olhar para baixo e balançar a cabeça negativamente.

Antônio contou que entrou em sua casa e cerca de sete a oito minutos depois, ouviu o barulho da queda. Ao ser questionado pelos jurados, ele contou que não ouviu nenhum grito de Tatiane e na hora imaginou que o estrondo se tratava de um vaso. Na sequência, percebeu Manvailer abrindo bruscamente a porta de entrada do edifício e o ouviu chorar. Antônio relatou que foi até a calçada e falou para que Manvailer não mexesse no corpo, que ele estava chamando socorro. Manvailer teria respondido que não adiantava, que Tatiane já estava morta.

Informante

A quarta pessoa ouvida no dia foi o irmão de Luis Felipe, André Manvailer. Devido ao grau de parentesco, ele deu seu depoimento como informante, e não testemunha. A defesa questionou André sobre a personalidade do réu e o que ele sabia sobre a relação do casal. Ainda, a defesa mostrou prints de trocas de mensagens entre Tatiane e Manvailer, obtidas através de perícia. André afirmou que o irmão era pacato, muito próximo da família de Tatiane, e deu detalhes sobre os bens e impressões que tinha sobre a advogada ao ser questionado pela defesa.

A Promotoria também interrogou o informante e questionou sobre a proximidade da relação dos irmãos. André contou que veio somente uma vez para Guarapuava e que Luis Felipe ia poucas vezes visita-lo em Curitiba, onde mora. A Promotoria argumentou como André poderia saber de detalhes da relação se conviviam tão pouco. André afirmou que eles não conversavam muito, mas que a família se unia quando precisava e se amava.

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