Brutalidade: o caso de Gisele dos Santos
A mulher que foi morta e teve seu corpo deixado dentro de um guarda-roupas

Um crime de repercussão nacional. A morte de Gisele dos Santos, de 26 anos, que foi amarrada e jogada dentro de um guarda-roupas em Cascavel, no Oeste do Paraná. O corpo foi encontrado no dia 08 de abril de 2021 em uma estrada de terra; Reportagem traz entrevista exclusiva do acusado do crime, Marcio dos Santos


Investigação e reportagem: Vager Krazt
Imagens: Antônio Silva, Darlan Lima, Ivonei Cradoso, Maycon Peregrino e Rodrigo Lima
Produção: Tatiane Bertolino
Edição e finalização: Lucas Dave
Texto: Aline Cristina
Edição página: Caroline Machado

O crime

De acordo com o Ministério Público do Paraná, Gisele foi assassinada por asfixia. O suspeito do crime é Márcio dos Santos. A jovem trocou mensagem com ele por um aplicativo de relacionamento e marcaram um encontro. Gisele, foi até o apartamento de Márcio e não voltou mais para casa.  Depois de matá-la, para se livrar do corpo, o acusado comprou um guarda-roupa, amarrou a jovem dentro do móvel e contratou um serviço de frete para fazer o transporte. Uma câmera de segurança registrou Márcio e o rapaz que faz frete, colocando o armário no carro. Em seguida, o móvel com o corpo foi levado para uma estrada rural de Cascavel, onde foi abandonado. O corpo de Gisele dos Santos, de 26 anos, foi encontrado amarrado dentro de um guarda-roupas, na área rural de Cascavel, no oeste do Paraná. De acordo com informações da polícia, os membros da jovem estavam enrolados com cordas e o móvel foi derrubado de cima de um veículo propositalmente.

O suspeito

Poucas horas depois do corpo de Gisele dos Santos ser encontrado às margens de uma estrada rural de Cascavel, no Oeste do Estado,  Marcio dos Santos foi preso acusado pelo crime, pela Delegacia de Homicídios, que investigou o caso. Márcio, foi denunciado por homicídio qualificado com 4 agravantes: feminicídio, motivo fútil, impossibilidade de defesa da vítima e asfixia. Além disso, responde também por ocultação de cadáver e furto.

Uma ex-companheira de Márcio afirmou que ele era violento e abusivo.

“ Me agredia, por motivo bobo e me ameaçava, falava que…muitas coisas sobre a minha família, até por isso eu fiquei com medo dele e não falava muitas coisas para os meus pais. Ficava quieta com medo de ele fazer alguma coisa com alguém” disse a ex em entrevista

A ex-companheira conta que o relacionamento dela com Marcio durou oito meses. Segundo ela, até uma medida protetiva contra o acusado foi feita. Para ela, Marcio, era um homem violento. Traumatizada e com medo, a mulher, agora se esconde, tenta esquecer o que viveu e confirma que antes de Gisele ser morta, ela foi com os pais tirar roupas e objetos que estavam na casa de Marcio.

Entrevista exclusiva com o réu confesso

Márcio dos Santos é réu confesso e afirma que não premeditou o crime. O programa cidade Alerta conversou com Mácrio, confira a entrevista completa:

IMAGENS DO CRIME

A família da vítima

Se para a justiça, ainda há dúvida, a família da vítima garante: Gisele foi morta por covardia, o assassino foi frio, calculista e planejou a morte dela.

O julgamento

O julgamento de Marcio dos Santos foi marcado para 21 de outubro deste ano. O preso, que está custodiado na cadeia pública de Marechal Cândido Rondon, Oeste do Estado, é acusado da morte de Gisele dos Santos. O autor diz que Gisele chegou, os dois discutiram e ele a matou. Para a acusação, a versão é outra: 03:40 da madrugada do dia 07 de abril de 2021, quarta-feira. Gisele chega a casa do autor, os dois dormem juntos, ela ainda faz café e bolo para o assassino. 09h06 Gisele sai a pé e tira 1500 reais da conta bancária. Meia hora depois, às 09h36, ela volta ao apartamento, onde pouco tempo depois seria assassinada.

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O motorista

Márcio alega que contratou um motorista para realizar o frete do guarda-roupas com a vítima dentro. A equipe do programa Cidade Alerta conversou com o motorista que fez o transporte do guarda-roupa, com o corpo de Gisele dentro. Por várias vezes,  a equipe questionou sobre a divergência de depoimentos, que mostram que o motorista conhecia o autor do crime e há detalhes que indicam que ele poderia saber do corpo da vítima no móvel, porém ele não quis se pronunciar. O jovem prestou depoimento à polícia, mas não foi preso.

Canais de ajuda e denúncia

Em casos de violência contra a mulher procure ajude.
Emergências – 190. Denúncias – 180

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