Justiça

Justiça remarca júri popular de acusado de matar a youtuber Isabelly, em Pontal do Paraná

Isabelly Cristine Santos morreu após ser baleada, aos 14 anos

Redação RIC Mais
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Justiça remarca júri popular de acusado de matar a youtuber Isabelly, em Pontal do Paraná
(Foto: Reprodução / Facebook)

5 de julho de 2022 - 15:52 - Atualizado em 5 de julho de 2022 - 17:41

A Justiça remarcou nesta terça-feira (5) o júri popular do homem acusado de matar a youtuber Isabelly Cristine Domingos dos Santos, em Pontal do Paraná, no litoral do Estado. O julgamento de Everton Vargas, que é réu pelos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe e porte ilegal de arma de fogo, será em 24 de outubro deste ano – quatro anos e oito meses após o crime.

O júri será realizado no Auditório Primavera, em Pontal do Paraná, a partir das 9h, e será presidido pela juíza Cristiane Dias Bonfim Godinho. A defesa da família da vítima, que integra a assistência de acusação, disse que espera pela condenação máxima do acusado.

Isabelly foi morta em fevereiro de 2018 na PR-412, rodovia que liga Praia de Leste à Pontal do Sul. A jovem, à época com 14 anos, voltava de uma gravação de uma casa de shows no Balneário Shangri-lá quando houve o desentimento no trânsito, na altura do Balneário Primavera.

Conforme a acusação, Everton atirou no carro em que estava a jovem e a atingiu na cabeça. Isabelly chegou a ser internada no Hospital Regional, em Paranguá, também no litoral, cidade onde morava, mas teve morte encefálica constatada no dia seguinte.

Em março deste ano, o júri popular do acusado teve que ser suspenso por causa de um erro processual. A reconstituição do crime, que ocorreu poucos dias após o crime, não tinha sido anexada aos autos do processo.

O acusado responde em liberdade e sem monitoramento por tornozeleira eletrônica. Ele ficou monitorado por mais de um ano, enquanto cumpria prisão domiciliar. Ao revogar a prisão, a juíza considerou o bom comportamento do réu.

A defesa do réu informou que espera que tenha anexado toda a documentação do caso para que o julgamento possa ocorrer. Segundo a defesa, o réu tem que receber pena adequada pela conduta.