Justiça

Funcionários do Samu em Curitiba devem receber salários diretamente da prefeitura

Dinheiro do contrato não vai mais passar pela conta da OZZ saúde, terceirizada que presta o serviço do Samu na capital; pagamentos serão feitos pela prefeitura diretamente na conta dos trabalhadores

Giselle
Giselle Ulbrich com informações da RICtv
Funcionários do Samu em Curitiba devem receber salários diretamente da prefeitura
Foto: Divulgação

12 de maio de 2022 - 23:02 - Atualizado em 12 de maio de 2022 - 23:08

Uma audiência realizada na 23.ª Vara da Justiça do Trabalho de Curitiba definiu que os funcionários do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) de Curitiba recebam os salários diretamente da prefeitura da capital. Eles são contratados da empresa terceirizada OZZ Saúde, que está desde janeiro atrasando os salários.

Cerca de 180 motoristas e socorristas do Samu ainda estão sem o pagamento de abril, o motivou o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Paraná (Sitro) a entrar com denúncia na Justiça trabalhista, que culminou com a audiência desta quinta-feira (12). Com a negociação, os salários não serão mais pagos pela OZZ e sim pela prefeitura, diretamente na conta dos trabalhadores. A dívida da empresa com os trabalhadores já está em R$ 830 mil.

A OZZ também administra o Samu em Santa Catarina. No entanto, está com diversas ações trabalhistas no estado vizinho, o que levou a Justiça a bloquear todas as contas da empresa, inclusive as referentes ao serviço prestado em Curitiba e que não possuem nenhuma relação com Santa Catarina. Com isto, a OZZ não estava conseguindo movimentar o dinheiro depositado pela prefeitura de Curitiba em suas contas.

Além da falta de salários, os funcionários da OZZ também reclamam que as ambulâncias que eles tem utilizado no serviço diário de atendimento a pacientes estão sem manutenção, com pneus carecas, óleo vazando, entre outros problemas mecânicos.

Contratos rompidos

A prefeitura de Curitiba informou que está elaborando um novo contrato, para garantir a continuidade dos serviços na capital.

Nos Campos Gerais, o Samu também possuía contrato com a OZZ para prestar os serviços do Samu na cidade. Mas, problemas iguais aos enfrentados na capital levaram à rescisão do contrato com a OZZ.

Scheila Mainardes, diretora do Samu nos Campos Gerais, informou que já abriram uma licitação emergencial, de 90 dias, para que a cidade não fique sem atendimento do Samu. E que um novo processo de concorrência já foi publicado no diário oficial e deverá ser aberto no dia 3 de junho.