Justiça

Ex-policial acusada de matar copeira vai à júri nesta quinta (26), em Curitiba

Expectativa de advogados do caso é que o julgamento dure mais de um dia

Ederson
Ederson Hising
Ex-policial acusada de matar copeira vai à júri nesta quinta (26), em Curitiba
Copeira foi morta em dezembro de 2016 (Foto: Reprodução/ Redes Sociais)

26 de maio de 2022 - 06:00

A ex-policial civil Kátia das Graças Belo vai à júri popular nesta quinta-feira (26), a partir das 13h30, no Tribunal do Júri de Curitiba. Ela é acusada de matar com um tiro a copeira Rosaira Miranda da Silva, em 23 de dezembro de 2016.

Kátia, que foi demitida da Polícia Civil, é acusada de homicídio duplamente qualificado: por motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima. Com isso, a pena prevista, caso condenada, varia de 12 a 30 anos de prisão.

Conforme a denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR), a então policial se irritou com o barulho de uma festa e atirou da janela do apartamento para o prédio ao lado.

Rosaira estava em uma confraternização com a equipe de trabalho, nos fundos de um lava a jato, e foi atingida na cabeça. Ela, que deixou um filho, morreu no hospital nove dias depois de ser baleada.

A expectativa da defesa da ex-policial e dos advogados da família da vítima, que integram a assistência de acusação, é de que o júri possa durar mais de um dia, a depender da dinâmica dos trabalhos.

Peter Amaro, que defende Kátia Belo, disse que está confiante na Justiça e que foi uma “surpresa agradável” o juiz ter autorizado o deslocamento dos jurados até o local dos fatos para que possam analisar melhor o que aconteceu.

“Esperamos que seja responsabilizada na medida da sua culpabilidade, nem mais nem menos. Estamos seremos, confiantes e esperamos realmente que seja feita Justiça. Seja qual for a decisão, não vamos trazer a dona Rosaira de volta, foi uma tragédia”,

afirmou o defensor da ex-policial.

O advogado Edson Luiz Facchi Junior, que integra a banca que defende a família da vítima, afirmou que a expectativa é de que o júri ocorra dentro da normalidade, “expondo, diante dos jurados, o conjunto farto de provas que existem e que apontam que a ex-policial estava absolutamente consciente e, no mínimo, assumiu o risco de matar”.

“A dor da família será, temos convicção, amenizada por uma condenação pelo cruel e covarde crime praticado pela ex-policial civil”,

disse o assistente de acusação.