Justiça

Denunciado no caso Edna Storari é solto e aguarda processo com uso de tornozeleira

Promotor diz que não vai recorrer da decisão pq ele não é acusado do crime de feminicídio, ao contrário dos outros denunciados

Aline
Aline Cristina / Repórter
Denunciado no caso Edna Storari é solto e aguarda processo com uso de tornozeleira
(Foto: Reprodução RICtv)

14 de janeiro de 2022 - 10:44 - Atualizado em 14 de janeiro de 2022 - 11:00

Um dos quatro denunciados pelo feminicídio da empresária de Marechal Cândido Rondon, Edna Storari, de 56 anos, foi solto na quinta-feira (13). Luan Rafael Ferreira de Lima passa a ser  monitorado por tornozeleira eletrônica.

Luan, que é namorado de Amabile Carla Rissato, foi denunciado por fraude processual. Segundo o promotor de justiça, Caio Di Rienzo, o MP não recorreu da decisão do juiz substituto da comarca do município.

“Ele foi denunciado por fraude processual, teve uma participação importante no crime, mas não foi denunciado por homicídio qualificado e por ocultação assim como os outros envolvidos. A defesa de Luan tentou no fim do ano passado um Habeas Corpus, mas o Tribunal de Justiça manteve sua prisão. Agora, o juiz substituto da comarca Marechal C Rondon, entendeu que por ser fraude processual, um processo menos grave que o Luan poderia responder o processo em liberdade, então determinou a colocação da tornozeleira para que haja monitoração eletrônica, com uma série de obrigações que o denunciado deve cumprir.”

Caio Di Rienzo – promotor de justiça

O companheiro de Edna, Luis Carlos Rissato, e os filhos dele Guilherme Henrique Rissato e Amabile Carla Rissato foram denunciados pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e feminicídio, e também por fraude processual e ocultação de cadáver.

O Ministério Público aguarda agora a audiência de instrução e julgamento, onde serão ouvidas as testemunhas do MP e as da defesa, além do interrogatório dos quatros denunciados.

“Acreditamos que a audiência de instrução deve sair em 40 dias. Aguardamos com convicção uma decisão de pronúncia, para um júri popular.”

Caio Di Rienzo – promotor de justiça

Sobre o caso

O desaparecimento aconteceu na cidade de Marechal Cândido Rondon, que fica a cerca de 80 quilômetros de Cascavel, no Oeste do Paraná. O sumiço da empresária, de 56 anos, assustou os moradores da pequena cidade do interior do Paraná, que  tem pouco mais de 50 mil habitantes.

Uma das filhas da empresária recebeu uma mensagem pelo celular. O recado, supostamente da mãe, causou estranheza. Ela relatava sobre uma viagem misteriosa e um detalhe chamou a atenção; o nome da irmã, escrito errado.

O desaparecimento da mulher só foi registrado no dia 27 de setembro, quando as filhas do primeiro casamento da empresária procuraram a delegacia para relatar que a mãe estava desaparecida e que o padrasto não havia feito a comunicação do ocorrido.

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À polícia, o companheiro apresentou a versão, apontada também pela filha da mulher, de que a vítima teria viajado para o Paraguai com um casal de amigos missionários.

Com o início da investigação, surgiram as primeiras evidências de que a história apresentada pelo marido de Edna não era verdadeira, já que as roupas dela, assim como as maquiagens e joias estavam todas no lugar. Nada teria sido levado para a viagem. O corpo de Edna foi localizado.

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