Justiça

Caso Piên: Réu suspeito de atirar contra ex-prefeito é preso no RS; júri entre no 3º dia

Homem suspeito de executar uma das vítimas era considerado foragido; prisão pode causar reviravolta no julgamento

Guilherme
Guilherme Becker / Editor
Caso Piên: Réu suspeito de atirar contra ex-prefeito é preso no RS; júri entre no 3º dia
(Foto: Raphael Augustus/ RICtv)

23 de junho de 2022 - 07:11 - Atualizado em 23 de junho de 2022 - 07:11

O júri popular dos quatro réus suspeitos de envolvimento na morte do então prefeito recém-eleito de Piên Loir Dreveck e do técnico em segurança Genésio Almeida entra no terceiro dia nesta quinta-feira (23). Até o momento foram ouvidas e interrogadas testemunhas e a expectativa é que o julgamento entre em uma nova fase a partir de hoje.

Após os depoimentos de mais três testemunhas nesta quarta-feira (22), agora restam seis depoimentos para finalizar esta etapa. Na sequência são esperadas as declarações dos quatro réus: Gilberto Dranka, o ex-prefeito de Piên – que foi prefeito por dois mandatos, de 2009 a 2012 e de 2012 a 2016 -, o presidente da Câmara Municipal de Piên na época, Leonides Maahs, o mecânico Orvandir Pedrini e Amilton Padilha.

Aliás, nesta quarta-feira (22), Amilton Padilha, que é apontado como o autor dos disparos que tiraram a vida de Loir Dreveck e que estava foragido, foi preso na cidade de São Pedro do Sul, no Rio Grande do Sul. O homem estava com uma identidade falsa e foi localizado após informações de autoridades do Paraná e de Santa Catarina, com apoio da polícia do estado onde o foragido estava vivendo.

Com a prisão durante o período do júri popular, Amilton deve ser levado até a cidade de Rio Negro, no sudeste do Paraná, e participar do julgamento. Como o réu é apontado como executor do crime, o depoimento de Amilton é considerado peça fundamental para esclarecimento dos autos.

O RIC Mais entrou em contato com a defesa de Amilton, porém, não obteve retorno.

Perito é interrogado por mais de 7 horas

Nesta quarta-feira (22), segundo dia de júri em Rio Negro, três testemunhas prestaram depoimentos e foram interrogadas. Entre elas, a participação do perito Leocadio Casanova, que apresentou falhas em laudos, foi uma das mais longas do julgamento. A testemunha convocada por uma equipe de defesa iniciou a fala por volta das 13h20 e só terminou já no final da noite.

Para esta quinta-feira (23) são esperadas mais seis testemunhas e o início dos depoimentos dos réus. A expectativa é que o júri popular chegue ao fim somente no sábado (25).

Relembre o crime – Caso Piên

Genésio Almeida, que era técnico em segurança, foi executado a tiros dentro do carro no dia 6 de dezembro de 2016. O homem transitava pela PR-420, com destino a São Bento do Sul, em Santa Catarina, quando foi baleado na cabeça nas proximidades do trevo de Trigolândia. Segundo a polícia, Genésio foi morto por engano, ao ser confundido com o prefeito Loir.

Dias depois, no dia 14 de dezembro de 2016, na mesma rodovia, o prefeito recém-eleito de Piên ia para Santa Catarina com as duas filhas e um motorista, quando um suspeito de moto emparelhou com o veículo ocupado pela vítima e fez os disparos. Loir foi atingido na cabeça, chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital, em Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, três dias depois.

Em 31 de janeiro, o ex-prefeito Gilberto Dranka foi preso em uma operação do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope). Dranka ainda tentou se esconder no forro da casa durante a abordagem, mas foi localizado e preso. As investigações apontaram o envolvimento de Leonides Maahs, ex-presidente da Câmara Municipal de Piên, do mecânico Orvandir Pedrini, e de Amilton Padilha no crime.