Justiça

Assange, do WikiLeaks, tem chance de levar caso de extradição à mais alta corte britânica

O WikiLeaks ganhou destaque em 2010, quando começou a publicar milhares de arquivos secretos e telegramas diplomáticos

Reuters
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Assange, do WikiLeaks, tem chance de levar caso de extradição à mais alta corte britânica
Fundador do WikiLeaks, Julian Assange, discursa da sacada da embaixada do Equador em Londres

24 de janeiro de 2022 - 10:21 - Atualizado em 24 de janeiro de 2022 - 11:04

LONDRES (Reuters) – O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, recebeu nesta segunda-feira (24) a chance de contestar no mais alto tribunal do Reino Unido a decisão que permite sua extradição aos Estados Unidos para enfrentar 18 acusações criminais, incluindo violação de uma lei de espionagem.

Autoridades norte-americanas querem que Assange, de 50 anos, nascido na Austrália e atualmente preso em Londres enquanto aguarda uma decisão sobre sua extradição, seja julgado por 18 acusações relacionadas à divulgação de uma vasta coleção de registros militares confidenciais dos EUA e telegramas diplomáticos pelo WikiLeaks, ação que as autoridades dizem ter colocado vidas em perigo.

Em dezembro, o Supremo Tribunal de Londres revogou a decisão de um tribunal inferior de que ele não deveria ser extraditado porque seus problemas de saúde mental o colocavam em risco de suicídio.

Embora os juízes da Suprema Corte tenham recusado a permissão para apelar da decisão diretamente à Suprema Corte, eles disseram que seu caso levantou uma questão de importância legal que ele pode pedir ao mais alto tribunal do Reino Unido para decidir.

Isso significa que a Suprema Corte terá que decidir se deve ou não ouvir sua contestação.

“O pedido do réu para certificar uma questão de direito é concedido”, disseram os juízes em pronunciamento.

Assange tem 14 dias para protocolar um pedido ao tribunal.

O WikiLeaks ganhou destaque em 2010, quando começou a publicar milhares de arquivos secretos e telegramas diplomáticos.

“Não se engane, nós vencemos hoje no tribunal”, disse a companheira de Assange, Stella Moris, com quem teve dois filhos enquanto estava na embaixada equatoriana. “Nossa luta continua, e vamos lutar contra isso até que Julian esteja livre.”

(Reportagem de Michael Holden)