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O futuro da inovação jurídica

As lawtech ou legaltech, são startups que chegam ao mercado jurídico para auxiliá-lo na inovação e entregar todo o suporte que o jurídico necessita por meios digitais

Redação RIC Mais
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O futuro da inovação jurídica
Foto: Pixabay

19 de julho de 2021 - 14:43 - Atualizado em 19 de julho de 2021 - 14:43

Como bem sabemos, o sistema jurídico é um dos primeiros sistemas de nossa sociedade, e por conta disso é um segmento extremamente tradicional. As profissões da área jurídica convivem com uma hierarquia estabelecida historicamente por quem a estuda e exerce as funções.

A ciência jurídica foi constituída pelo governo Romano, com o Corpo do Direito Civil e Direito Romano, e logo foi tomando conta de toda Europa. Passou por diversas transformações ao longo desses anos, é claro. Mas nunca passou por uma mudança tão disruptiva quanto a que vive agora. Com a aceleração digital, o direito é invadido pelas tecnologias e encontra nelas novas formas de se trabalhar, criando uma nova face para o jurídico.

O marco desse acelerador digital é a criação de startups altamente tecnológicas e inovadoras focadas em desenvolver produtos e soluções ao jurídico

As lawtech ou legaltech, são startups que chegam ao mercado jurídico para auxiliá-lo na inovação e entregar todo o suporte que o jurídico necessita por meios digitais, atuando para corresponder todas as dores de quem pratica a profissão, desde juízes, advogados, promotores e entre outros. Essas startups oferecem serviços como softwares de gestão, extração de dados públicos e jurimetria, além de agregar valores tecnológicos e inovadores que conectam o jurídico ao universo digital.

Capazes de impulsionar para que a inovação e tecnologia chegue em todo o jurídico, as lawtechs promovem ao direito nova forma de encarar a prática jurídica no digital. Com potencialidade e agora alcance, é esperado que o futuro da inovação jurídica seja otimizado pelas inovações e recursos que a tecnologia entrega ao jurídico.

Assim, o tradicionalismo que toma conta do segmento vai aos poucos cedendo espaço para a capacidade de execução que o digital oferece.

Como o jurídico está encarando todo esse movimento transformador?

Para Rhodrigo Deda, nosso embaixador da inovação jurídica, o mercado absorve essa ruptura em seus padrões tradicionais de três formas:

A primeira é o usuário. Nele é visto uma variável quantidade de perfis, onde nem sempre as ideias e pretensões de um não correspondem com a de outro. O segundo ponto, é que a inovação torna muitos processos de uma empresa ou segmento muito mais simples.

O terceiro, e também o mais importante para haver aceitação com toda essa mudança vivida no jurídico, é feito por parte das instituições, como a OAB. É preciso abraçar essas transformações proporcionadas pelo digital e impulsionadas pela pandemia.

Esses três pontos refletem diretamente o impacto das transformações dentro do segmento jurídico. É preciso um entendimento da sociedade, da empresa e também de todas as instituições que fazem parte do sistema jurídico, constituindo uma evolução através do compartilhamento do conhecimento digital e de todas suas capacidades.

“Vai ter que ser assim, teremos que construir nossas funções no diálogo, construindo conhecimento inovador em uma forma de acesso conjunto”

Explica Rhodrio Deda

O jurídico é tradicional e compactua com pessoas da mesma cultura, contudo, a inovação é um caminho sem volta! Mude, transforme-se e inove!

Outra transformação vivida recentemente no jurídico, é o Marco Legal das Startups

A lei foi sancionada recentemente. Saiu do forno a poucos dias e ainda irá demorar um pouco para tomar corpo e exercer peso no ecossistema das startups. Com o intuito de determinar algumas diretrizes para se tornar uma startup, a lei ainda comporta questões que afetam diretamente a empresa e também, o investidor.

Dentro do Marco Legal das Startups é previsto que, agora, as startups deverão possuir receita bruta anual de até R$ 16 milhões e até dez anos de seu CNPJ constituído. Além de mudanças no critério “investidor-anjo” que agora, não será mais responsabilizado caso a startup venha a falir. Também, não terá poder opinativo dentro da corporação.

“O Marco Legal das Startups, é bom para essas empresas para validarem rapidamente seus projetos e produtos. Pois manusear blockchain e smart contact e uma série de inovações em um ambiente com mais de 5 milhões de leis como é o Brasil, é um desafio para todo mundo.” Alan Lopes.

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