Inova RIC

A parte legal da inovação

Como a tecnologia pretende revolucionar o sistema judiciário paranaense

Kauana
Kauana
A parte legal da inovação

16 de dezembro de 2020 - 14:43 - Atualizado em 17 de junho de 2021 - 15:14

Quando falamos em se manter fiel as antigas tradições, certamente o sistema judiciário é um dos mais fiéis. Isto porque a responsabilidade pela ordem e justiça de um país passa essencialmente pelo bom andamento e segurança do seu sistema de poder.

Com tantas responsabilidades, não é à toa que o sistema judiciário é sempre um dos últimos a aderir a inovações e tecnologias. Para uma maior segurança, é preciso primeiro que estas mudanças sejam aplicadas na sociedade em geral e após muito tempo consolidadas e validadas podem ser implantadas na justiça.

Embora tradicional e reconhecidamente lento, o sistema judiciário brasileiro é um dos mais tecnológicos em todo o mundo, servindo de referência para outros países. O uso de processos digitais, por exemplo, garantiu que as ações judiciais sejam solucionadas no menor tempo do que processos em papel.

Com o advento da pandemia, o trabalho remoto obrigou que o sistema judicial também tivesse que adaptar o seu sistema de audiências. O que antes era uma possibilidade ainda não confiável, hoje está se tornando um principal mecanismo de eficácia e produtividade no sistema.

Mas os desafios para o sistema judiciário não são apenas tecnológicos.

Quais os desafios de inovação para o sistema judiciário

Os desafios são cotidianos, e é preciso ter um espírito inovador para encontrar as soluções. No Tribunal de Justiça do estado do Paraná, por exemplo, a eleição da presidência ocorrida em novembro deste ano foi inédita. Foi a primeira eleição virtual da história deste mesmo tribunal.

“Frente as adversidades, é preciso inovar”

Kauana Yrina

Comentou Kauana Yrina, CEO da aceleradora Condor Connect em streaming ao vivo com o então vice-presidente e eleito para presidência do próximo mandato do TJPR, o Desembargador José Laurindo de Souza Netto.

Segundo o Desembargador José Laurindo:

“A inovação é necessária porque a sobrecarga de trabalho é muito grande. Existem aproximadamente 3 processos para cada habitante.”

Este quadro de trabalho é o que torna o nosso processo judicial hoje moroso e quase insustentável. É preciso que a inovação traga para este sistema uma modernização, atendendo aquilo que a justiça cada vez mais precisa.

Com um sistema mais ágil e efetivo, se garantirá a efetividade dos direitos, garantindo uma maior pacificação e diminuindo a violência gerada na sociedade. Com uma administração moderna se desenvolverá políticas públicas para buscar uma sociedade mais justa e mais solidária.

Como fica a parte legal da inovação

Mais do que tecnologia, a inovação no sistema judiciário deve passar por um alinhamento da gestão da informação, de governança e de transparência na administração pública. Esse processo envolve mudanças não tecnológicas, mas de pessoas.

Logo, este poder público passará por uma grande transformação disruptiva quando as pessoas que fazem parte deste poder estiverem capacitadas para a cultura da inovação. Deve acontecer dentro do judiciário para que os reflexos sejam sentidos fora, na sociedade.

“O poder judiciário sofre de uma ruptura paradigmática. Sob a perspectiva da tradição e do formalismo a preocupação sempre esteve em cima do processo. Hoje a preocupação está em buscar mecanismos alternativos de consensualidade que fomentam a cultura da paz.”

Desembargador José Laurindo.

Uma das preocupações das novas tecnologias, por exemplo, é a transferência da inteligência emocional para os mecanismos de inteligência artificial.

“É preciso a conjugação destas duas inteligências para que a gente não perca o objetivo maior que é o ser humano como o centro do sistema de justiça.”

Desembargador José Laurindo

Acompanhe na íntegra o bate papo:

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