Guilherme Rivaroli

MISÉRIA FLAGRANTE

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MISÉRIA FLAGRANTE

26 de julho de 2021 - 12:05 - Atualizado em 26 de julho de 2021 - 12:09

MINUTO DO RIVA: NECESSITAMOS DE SOLUÇÃO PARA BRASILEIROS QUE PASSAM FOME

Millôr Fernandes já dizia: “Brasil: o país do futuro…sempre”. Não podemos ter futuro, se o presente é faminto.

O PNAE (Plano Nacional de Alimentação Escolar) foi instaurado do Brasil em 1955, o conhecemos como “merenda escolar”. O ideia era realmente matar a fome e levar comida para crianças que viviam na pobreza, raquíticas e subdesenvolvidas física e intelectualmente pela falta de nutrição. O programa é um sucesso, e garante uma base alimentar para molecada.

Com a pandemia, crianças fora da escola, pais desempregados e sem perspectiva, mesmo com a distrubuição de alimentos nos colégios, a fome disparou: pré-pandemia, eram 15 milhões e 500 mil famintos; atualmente, números do governo, apontam 19 milhões de irmãos brasileiros passando fome. 52% da população, o equivalente a 116 milhões de pessoas, não conseguem se alimentar 3x ao dia, o que a ONU considera o mínimo necessário para nutrição.

Associado ao momento pandêmico que, sim, é o principal fator, temos muita carestia – nas duas concepções que a palavra tem: escassez de produtos, em especial matérias-primas , e preços altos demais. Custos produtivos elevados, matérias-primas escassas, desemprego, câmbio disparado, recomposição de preços de cadeia, foco em mercado externo, carga tributária desumana, atitudes associadas que geram uma certa bagunça econômica, resultando em miséria e total ausência de previsibilidade futura – básico em economia.

A cena de fila para comprar sobras de carcaças de boi é desoladora e precisa ser assim, para que nos mantenhamos indignados e cobremos soluções. O próprio empresário fala que a fila era de 40/50 pessoas, hoje passa dos 200.

Seria o momento de isenção total de impostos dos componentes da cesta básica, não apenas PIS/Cofins? Ao menos agora, não tenho dúvidas: as pessoas precisam comer! Matar a fome delas mesmas, dos filhos, familiares. Não podemos nos resignar!

A solução pede governos, políticos, setor produtivo e sociedade unidos. Foco no programa de agricultura familiar, trazendo esse produtor para ser o garantidor da boa comida na nossa mesa, mercado local, definitivamente (70% do feijão, 34% do arroz, 50% do leite, 30% da carne bovina, 50% das aves e suínos já são produzidos por esses agricultores). Que o grande continue sua rotina exportadora, também necessária para equilíbrio da balança comercial, gerando divisas que nos garantam sustentar a economia. Que a turma de Brasília promova as reformas administrativa e fiscal o mais rápido possível, sem onerar ainda mais o brasileiro, tirando das nossas costas 6 meses de trabalho, todo ano, para sustentar essa máquina gigantesca e ineficiente. Acabar com o desperdício que, hoje, gira em torno de 40%. Xepas nas CEASAS, como a de São Paulo, aliando tecnologia de armazenagem e distribuição, se apontam como soluções. A ineficiência mata!

Ainda acredito que é possível, sim!

Quem tem fome clama com urgência.

Era isso.

Sorte e paz!

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