Futebol

Pentacampeão, Marcos fala sobre chances do Brasil na Copa do Mundo: “Temos time para ganhar”

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Gazeta Esportiva

26 de novembro de 2021 - 18:00 - Atualizado em 26 de novembro de 2021 - 19:30

Ex-goleiro e ídolo do Palmeiras, Marcos conversou exclusivamente com a Gazeta Esportiva sobre diversos assuntos, como a grande final da Libertadores e o atual momento da Seleção Brasileira de Tite.

Marcos visitou recentemente a Academia de Futebol, onde encontrou jogadores e a comissão técnica do Brasil, que se preparavam para a última Data Fifa. O pentacampeão mundial falou sobre as chances do Brasil na Copa do Mundo de 2022.

“Fui assistir ao treino da Seleção no CT do Palmeiras, o Tite me convidou, até agradeço a todos: ele, Sampaio, Juninho, Taffarel… Acho que o Brasil sempre vai chegar em uma Copa como favorito. Mas esse favoritismo é mais de fora do Brasil para dentro, e eu acho bom quando a gente exige mais de uma Seleção em uma Copa. Eu fico pensando… O Brasil nunca ganhou uma Copa em que era favorito dessas recentes. Em 2002 os caras queriam nos matar, em 94 falavam mal… 82 a gente era bem acima e 2006 tinha o ‘quarteto fantástico’ e isso não faz bem para o brasileiro, há um comodismo. Mas você vê jogadores que atuam no mundo inteiro, lá o naipe é diferente, os passes… Não quero dar esse favoritismo para a Seleção, mas temos time para ganhar, por que não?”, disse Marcos.

“A França tem um time bom, mas vi muitos jogos ruins deles. A Alemanha tem um time bom, mas esses dias perdeu para a Macedônia, então não tem ninguém que está sobrando. Somos um dos favoritos”, concluiu.

Um tema muito abordado foi a decisão da Copa Libertadores, que será disputada entre Palmeiras e Flamengo. Marcos reconheceu o favoritismo do Flamengo, mas deixou claro que nada está decidido.

“Ah, tem (favoritismo). A gente que acompanha futebol vê que o Flamengo tem talvez o melhor time da América do Sul em elenco, jogadores… Mas como é um jogo só, final de Libertadores e todo mundo vai estar 100% , muita coisa pode acontecer. O Flamengo tem um time melhor, mas não quer dizer que vai ser campeão. Quem jogou bola sabe que você entra em campo sabendo se o outro time é melhor que o seu ou não”, comentou.

“A gente vem acompanhando os jogos desses dois times ao longo desse último ano, mas um cara pode estar em um dia infeliz, o goleiro tomar frango…. Muita coisa pode acontecer, tudo que a gente falar aqui é achismo, tem o acaso. Marcão no Mundial… Estava tudo bem, o cara cruza a bola e o Marcão cata borboleta quando sai do gol (risos)”, adicionou.

Palmeiras e Flamengo se enfrentam na grande decisão da Libertadores no próximo sábado, às 17 horas (de Brasília). O jogo será disputado no Estádio Centenário, em Montevidéu-URU.

Confira outros trechos da entrevista do Marcos:

Palpite

“2 a 1 para o Palmeiras no tempo normal.”

Possibilidade de pênaltis

“Tomara que não. Ninguém merece. Se tem uma coisa que palmeirense e flamenguista combinam nesse momento é que ninguém quer pênalti. Ninguém merece e nenhum jogador merece ser lembrado por perder um pênalti em um jogo como esse.”

Onde assistirá à final

“Eu vou assistir na minha casa, cara. Eu gosto de assistir futebol prestando atenção na partida, quando eu estou nervoso dou uma andada, vejo replay…tomando minha cervejinha… Tem vizinho de tudo quanto é time, tudo contra, mas a gente não pode falar nada porque torcemos contra os outros também, faz parte da função de torcedor, essa é a vida. Vamos torcer para que dê tudo certo no sábado.”

Quem vai decidir a final

“A gente sempre acha que ‘aquele’ cara vai resolver, mas esse jogo faz os heróis improváveis, como o Marcão em 99 que era o goleiro do Aspirante, terceiro goleiro antes de começar a Libertadores. É futebol, a gente nunca sabe o que vai acontecer.”

Weverton é o joagador mais decisivo do Palmeiras?

“Ah, sim. Mas o Flamengo também tem o Diego Alves, pode ser o jogo dele. O Weverton é um dos três goleiros da próxima Copa do Mundo, tem feito a diferença para o Palmeiras. Vou mandar uma mensagem para ele falando ‘vai trabalhar hein velho, nem precisa aquecer’ (risos).”

Comportamento nas redes sociais

“Ah, eu gosto de zoar. Minhas coisas vêm em cima da hora, a gente não sabe o que vai acontecer. Eu sou da geração de duas torcidas no estádio, tenho 48 anos, então fui criado em um futebol com amigos de outros times, então faço da minha rede social o que eu vivo na minha vida, o que eu sou. Domingo alguém vai perder, você fica chateado, triste, bravo, você fica na sua e depois dá o parabéns para quem ganhou. Na minha rede social, às vezes dá 5 mil comentários e tem uns 15 que xingam, a maioria leva na esportiva.”