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Interino, Vizolli se apresenta para torcida e diz acreditar em título do São Paulo

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Gazeta Esportiva

7 de fevereiro de 2021 - 16:12 - Atualizado em 7 de fevereiro de 2021 - 17:30

Enquanto a diretoria do São Paulo não define o substituto para Fernando Diniz, demitido na última segunda-feira, o auxiliar técnico fixo Marcos Vizolli é quem comandará a equipe. Apesar do momento ruim do Tricolor, que não vence há sete partidas, o interino segue acreditando no título do Campeonato Brasileiro.

Em entrevista ao canal oficial do clube na internet, Vizolli reconheceu a dificuldade em retomar o nível atingido pelo clube do Morumbi em determinado momento da temporada, mas destacou que ainda restam 15 pontos em disputa no Brasileirão.

“Quando você se perde no horizonte, às vezes para se encontrar é difícil. Com tudo que aconteceu, a saída (do Fernando Diniz) e as derrotas, caímos bastante na tabela e demos oportunidade para os outros crescerem. Mas nós não podemos esquecer que o campeonato é longo, temos 15 pontos para serem disputados. Tem que pensar logo no próximo jogo, que é importantíssimo. Vamos atrás dos primeiros três pontos (em 2021). O São Paulo é forte, é capacitado, e precisa de vitórias. Com certeza vou dar o melhor de mim”, afirmou.

Atualmente, o São Paulo ocupa a quarta colocação da competição nacional, com 58 pontos, oito a menos que o líder Internacional. O próximo compromisso pelo Campeonato Brasileiro é contra o Ceará, na quarta-feira, às 21h (de Brasília), no Morumbi.

Vizolli também aproveitou para se apresentar aos torcedores que ainda não o conhecem. O profissional tem uma longa trajetória no Tricolor, com 40 anos de casa, e foi bicampeão brasileiro em 1986 e 1991 como jogador.

“Eu vim muito cedo para o São Paulo, em 1978, tinha 11 anos de idade. Subi para o profissional no final de 1984, com o professor Cilinho. Fiz minha trajetória no profissional de 1984 até 1991, depois estive no Estados Unidos por um tempo. Quando eu voltei em 1997, comecei a trabalhar com as categorias de base. Trabalhei até 2001 fazendo todas as categorias, e sai para o Japão como treinador. Voltei em 2002 e fiquei até 2019”, relatou.

“Em 2019, havia uma transição de bons garotos, campeões da Copa São Paulo, para o profissional. Fizeram uma proposta para que eu fizesse a transição natural dos meninos. Acabei ficando e agora tenho essa oportunidade. É uma continuidade difícil, mas é uma continuidade que me dá muito prazer de estar trabalhando”, completou.