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Diretor do São Paulo sai em defesa de Diniz após desabafo de Tchê Tchê: “Mais do que ele fez, impossível”

Gazeta
Gazeta Esportiva

1 de setembro de 2021 - 17:48 - Atualizado em 1 de setembro de 2021 - 18:15

O diretor de futebol do São Paulo, Carlos Belmonte, saiu em defesa de Fernando Diniz após o desabafo de Tchê Tchê na última terça-feira. Depois de o jogador ter aberto o jogo sobre a discussão com o treinador durante o período que esteve no Tricolor, o cartola, que à época iniciava os trabalhos da nova gestão, fez questão de expor o lado de Diniz na história.

“Ele [Fernando Diniz] errou, é fato, mas fazer mais do que ele fez, é impossível. Ele se retratou na frente do elenco e pessoalmente com o Tchê Tchê. Ele errou e reconheceu o erro perante todo mundo. Se o Tchê Tchê o desculpou ou não, aí já é uma questão pessoal do Tchê Tchê. Eu acho que ele deveria ter desculpado, até porque o Diniz sempre defendeu o Tchê Tchê em diversas situações. Mas, enfim, isso é uma decisão dele”, disse Belmonte em entrevista à Espn.

“Aliás, vou além. Se não desculpou, deveria ter sido claro ao Diniz naquela época que não estava o desculpando. Isso não aconteceu. Só quero fazer a defesa ao Diniz neste caso, porque o Diniz fez o que tinha que ser feito”, completou o dirigente são-paulino.

A partida entre Red Bull Bragantino e São Paulo, em que houve a famosa discussão, foi a primeira da nova gestão no Tricolor. Julio Casares havia acabado de vencer as eleições presidenciais, e Carlos Belmonte dava seus primeiros passos como diretor de futebol, ainda dividindo as funções com Raí, mantido até o fim da temporada de 2020.

“Nós conversamos com o Diniz, que era nosso funcionário, que não havíamos concordado com a forma que ele havia se colocado perante ao Tchê Tchê. Nem precisamos pedir, ele concordou que ele não tinha ido bem e por isso se desculpou na frente do Tchê Tchê e dos demais atletas. Ou seja, a coisa foi tratada por quem fez a questão e com quem foi afetado pela questão, além dos demais atletas. No meu ponto de vista, eles tinham que resolver nesse formato”, concluiu Belmonte.