Futebol

Danilo lamenta suspensão de Brasil x Argentina, mas alerta: “Temos que passar a página”

Gazeta
Gazeta Esportiva

7 de setembro de 2021 - 14:33 - Atualizado em 7 de setembro de 2021 - 15:00

Nesta terça-feira, o lateral-direito Danilo comentou sobre a polêmica suspensão da partida entre Brasil e Argentina, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022. O defensor de 30 anos revelou que a intervenção da Anvisa pegou os jogadores brasileiros de surpresa.

“A gente estava disponível, extremamente preparado para o jogo, com a motivação elevada. Depois, virou um treino. A gente descontraiu, brincou. Eu procurei me dedicar bastante para ter algum benefício físico. Tudo que estava no entorno era uma situação com uma carga emocional e de responsabilidade muito grande, de decisões que não cabiam a nós jogadores”, disse

“Todo mundo sabe que aqueles quatro jogadores jogavam na Inglaterra, das regras que existem nesse acordo entre Brasil e Reino Unido. Não é segredo para ninguém, estava claro, na imprensa. Isso é ao que a gente tinha acesso”, completou.

O jogador da Juventus, da Itália, ainda relatou que, apesar de todos saberem que os argentinos passaram pela Inglaterra poucos dias antes de desembarcarem no Brasil, os brasileiros tinham confiança de que haveria o clássico na Neo Química Arena.

“A ação de todos os órgãos responsáveis não era uma coisa a que tínhamos acesso, que estávamos preocupados. Era algo que não interferia em nada no nosso trabalho, tanto que a gente não procurou saber. Em nenhum momento tivemos o sentimento de que o jogo não aconteceria. Sempre tivemos de que a partida aconteceria”, comentou.

Agora, no entanto, Danilo alertou que a Seleção Brasileira deve mudar o seu foco para o próximo desafio, que será contra o Peru, na quinta-feira, às 21h30, na Arena Pernambuco.

“A gente tem que trabalhar e focar naquilo que temos a opção de mudar, poder de ter alguma influência – nos treinamentos e nos jogos. A preparação para o jogo contra a Argentina, normalmente, é especial. Atrapalhou para aquele momento. São situações que não temos controle. Temos que passar a página e pensar no jogo contra o Peru”, finalizou.

Confira outros trechos da coletiva:

Impacto dos fatores extracampo e das críticas

“Se a gente tivesse focado em algo além de jogar futebol, de se preparar para os desafios, certamente teríamos uma oscilação maior em resultados. Uma Seleção que consegue ficar sem 11 jogadores selecionáveis e, ainda assim, ter bons resultados e manter um padrão, tem que ser tema de conversa no sentido positivo”

Blindagem da comissão técnica

“Isso não é só agora, mas desde sempre. Sou muito orgulhoso e tranquilo para falar que, aqui dentro, eles blindam a gente de uma maneira muito inteligente, sabendo que o atleta é responsável por aquilo que se passa em campo, por trabalhar bem, descansar, se preparar. Todo o resto, ainda que tenhamos voz, é trabalho dos dirigentes”

Críticas dos torcedores

“Certamente, para qualquer atleta, é mais legal quando você tem o suporte do seu torcedor. Mas entendo que no futebol não existe unanimidade: nem os maiores craques foram unânimes. Eu, pessoalmente, tenho que entender o tamanho, a história e a força da camisa 2 que visto. Procuro fazer o meu trabalho, sou muito crítico comigo mesmo, procuro evoluir a cada momento. Sei bem a importância dessa camisa no futebol mundial”

O Brasil já está na Copa?

“O Brasil está bem encaminhado para a Copa do Mundo. Temos uma boa campanha, muito sólida – os números não deixam mentir. Mas a gente ainda tem que vencer os jogos, fazer pontos. Até porque eu diria que, tudo que acontecer daqui até a Copa, será muito importante em termos de confiança e de construção para a equipe. Independentemente se a gente conseguir uma classificação antecipada, teremos que seguir um caminho de partidas que jogaremos com a máxima intensidade”

Danilo já está garantido como titular para a Copa?

“Sempre fui um cara com objetivos curtos. O meu objetivo é o próximo jogo contra o Peru, fazer um bom papel, ajudar a Seleção e, a partir daí, ter a minha vaga garantida para a próxima convocação. É assim que eu vou funcionando. Acho que, quando coloca objetivos muito longos, você perde um pouco o foco do que está acontecendo ao redor, o que realmente importa”