Futebol

Cuca reclama da arbitragem por pênalti dado para o Palmeiras: “Lance inconclusivo”

Gazeta
Gazeta Esportiva

5 de dezembro de 2020 - 22:07 - Atualizado em 6 de dezembro de 2020 - 00:15

Santos e Palmeiras ficaram no empate em 2 a 2 na tarde deste sábado, na Vila Belmiro, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro. Na entrevista coletiva após a partida, o técnico Cuca reclamou do pênalti dado ao Verdão no segundo tempo, que gerou o primeiro gol do adversário. A penalidade foi marcada por toque de mão de Lucas Veríssimo, com auxílio do VAR.

“Eu tomo muito cuidado em analisar os erros para não cometer equívoco nenhum e, por mais que eu tenha buscado alguma coisa, não consegui encontrar. É um lance inconclusivo. Esperei o Veríssimo e perguntei se a bola havia batido na mão dele: ‘Não senti, professor’. Então continua sendo um lance inconclusivo. Eu olhei trezentas vezes. É um pênalti que o José Cláudio da Rocha Filho, o juiz do VAR, deu. Coincidentemente é o mesmo árbitro de VAR que apitou nosso jogo contra o Palmeiras no Morumbi (pelo primeiro turno) e deu aquele pênalti, em outro lance interpretativo. Nada que venha a falar da honestidade dele, mas é uma coincidência bastante dura para nós. Mudou o jogo”, declarou o comandante alvinegro, que ainda ressaltou que “não é choro”.

Sobre o jogo em si, Cuca reconheceu que o começo do Palmeiras foi superior, mas disse que depois o Santos “tomou conta da partida”. O treinador ainda afirmou que fica com um “gosto amargo” pelo empate.

“No comecinho do jogo, o Palmeiras foi melhor, tocou melhor a bola, ocupou o campo de ataque mais tempo do que nós. Demoramos uns 15 minutos para nos adaptar ao jogo, mas depois tomamos conta da partida. Dominamos, criamos as chances, fizemos o gol que nos levou para o intervalo com uma vantagem no placar. Veio o segundo tempo e, antes do gol de empate, tivemos três chances para fazer o segundo. Nós cedemos ao Palmeiras um escanteio, e na batida veio a penalidade”, analisou.

“Um a um, mais três minutos vem a segunda bola, e eles fazem de novo. Nós buscamos o empate e tivemos outras chances ainda. Fomos melhores durante 70% da partida. Não sou muito de falar de números, mas no geral fomos superiores ao Palmeiras. Por isso, entendo que fica um gosto amargo, apesar de termos buscado o empate. Fica a satisfação de ver um time lutando, buscando o gol até o final. Infelizmente, não conseguimos vencer. Acabamos empatando um clássico, o que não é demérito nenhum, mas era um jogo para termos vencido”, acrescentou.

O técnico do Santos também explicou a decisão de colocar o time titular em campo, tendo em vista que a equipe alvinegra tem um jogo importante pela Copa Libertadores no meio da semana. Às 19h15 (de Brasília) de quarta-feira (9), o Peixe encara o Grêmio, na Arena, pelo duelo de ida das quartas de final.

“Nós tínhamos 37 pontos, ganhando íamos para o terceiro lugar. Temos domingo, segunda e terça para recuperar o jogador. Não temos uma certeza de que deixando os caras oito ou nove dias parados vão render mais ou menos. Tem momentos que a melhor coisa é jogar, quando não tem desgaste físico, treinaram o suficiente, não tiveram nada com viagem, então estavam prontos para o jogo. Graças a Deus não perdemos ninguém por lesão, agora a recuperação vem até quarta-feira”, concluiu.