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Athletico precisará fazer história para ser bicampeão da Copa do Brasil

Em 31 edições do torneio, nenhum clube tirou uma diferença tão grande de gols e se sagrou campeão; pela primeira vez na história uma decisão teve um placar tão elástico

Guilherme
Guilherme Almeida
Athletico precisará fazer história para ser bicampeão da Copa do Brasil
Elenco do Furacão precisará fazer história para levantar a taça (Foto: Gustavo Oliveira/Athletico)

13 de dezembro de 2021 - 16:04 - Atualizado em 13 de dezembro de 2021 - 16:04

O Athletico precisará, literalmente, fazer história se quiser conquistar o bicampeonato da Copa do Brasil. Após a goleada sofrida por 4 a 0 para o Atlético-MG, na partida de ida da final, no domingo (12), no Mineirão, a situação ficou muito difícil.

O placar em Belo Horizonte representou o maior até hoje em decisões da competição. Nas 31 edições disputadas, nunca houve um resultado com mais de três gols de diferença. Além disso, o Furacão precisará superar outra marca: apenas três vezes o time que perdeu a partida de ida, conseguiu reverter o resultado e sair com o título na partida de volta.

Nas outras duas vezes que chegou na grande final, em 2013 e 2019, o Athletico viveu cenários muito diferentes do atual. Em 2013, o Furacão empatou a partida de ida contra o Flamengo, na Vila Capanema, por 1 a 1 e foi derrotado no Maracanã por 2 a 0.

Já em 2019, no ano do título, o Rubro-Negro venceu as duas partidas contra o Internacional, por 1 a 0, na Arena da Baixada; e por 2 a 1 no Beira Rio.

Missão ingrata

Para sair com o bicampeonato na quarta-feira (15), o Athletico precisará repetir o que apenas três equipes fizeram até hoje nos 31 anos de história da Copa do Brasil: reverter o placar no jogo de volta.

Palmeiras, em 1998 e 2015 e Sport, em 2008, foram os clubes que conseguiram levantar a taça após serem derrotados no duelo de ida. O cenário, no entanto, era bem diferente do desenhado ao Athletico.

No caso do Palmeiras de 1998, a equipe perdeu a partida de ida para o Cruzeiro, no Mineirão, por 1 a 0, mas reverteu jogando no Morumbi, ao fazer 2 a 0, e levantou o caneco.

Já o Sport, em 2008, conseguiu uma proeza ainda maior. Após perder o confronto de ida para o Corinthians, no Morumbi, por 3 a 1, o Leão fez 2 a 0 diante de sua torcida, na Ilha do Retiro, e conquistou a competição, graças ao gol marcado fora de casa, critério que atualmente não é mais utilizado.

Por fim, o Palmeiras de 2015 perdeu o duelo de ida contra o Santos, por 1 a 0, na Vila Belmiro, fez 2 a 1 jogando no Allianz Parque e conquistou o título nos pênaltis, após vencer por 4 a 3.

Em todos os três casos, uma semelhança com a atual situação do Athletico. Palmeiras e Sport foram derrotados na partida de ida jogando fora de casa, mas conseguiram reverter jogando em casa. Um pouco de alento ao Furacão, em meio a situação delicada.

Para conquistar o bicampeonato, o Athletico precisará vencer o Atlético-MG na quarta-feira (15), às 21h30, na Arena da Baixada, por cinco ou mais gols de diferença. Caso triunfe por quatro gols de vantagem, a decisão vai para os pênaltis. Qualquer outro resultado dá o bicampeonato ao Galo.