Culinária e Gastronomia

Após sucesso nas redes, curitibana planeja vender pastéis em formato de capivara

Antes do sucesso, os pastéis criativos da feirante Mity Yamashiro não levavam recheio e nem estavam a venda

Caroline
Caroline Maltaca / Estagiária com supervisão de Caroline Berticelli
Após sucesso nas redes, curitibana planeja vender pastéis em formato de capivara
Após sucesso nas redes, curitibana planeja vender seus pastéis em formato de capivara (Foto: Arquivo Pessoal)

11 de agosto de 2021 - 14:46 - Atualizado em 11 de agosto de 2021 - 14:54

Os pastéis em formato de capivara da curitibana Mity Yamashiro viralizaram nas redes sociais no último fim de semana, após um cliente fotografar a arte da feirante e divulgá-la entre colegas. Em apenas um dia, os mamíferos roedores de Mity, que são símbolo da capital paranaense, ganharam milhares de compartilhamentos e curtidas.

“Fiquei assustada quando vi que a capivara viralizou. Estou muito feliz, porque eu acreditei que um dia elas fariam sucesso”,

comentou rindo.

Entretanto, antes do sucesso bater na porta da trabalhadora autônoma, ou melhor, em sua barraquinha localizada na feira noturna do Agua Verde, seus pastéis criativos não levavam recheio e nem estavam à venda. Segundo Mity, eram apenas decorativos e surgiram como uma iniciativa de chamar a atenção dos clientes durante a pandemia.

“A ideia surgiu logo na pandemia, quando as feiras estavam bem fracas, fiz apenas para decorar a nossa vitrine, mas logo depois as feiras ficaram fechadas por quase um mês e isso nos abalou muito. Depois que reabriram, eu comecei a fazer novamente os pasteis em formato de bichinhos para decorar, até que um dia pensei e homenagear nossa amada cidade com o bichinho símbolo da cidade. Toda semana fazia as capivarinhas, até que semana passada um cliente tirou a foto, postou nas redes sociais e viralizou”,

conta a feirante.
(Foto: Arquivo Pessoal)

Diante do sucesso, a feirante pensa em da outro rumo aos seus pastéis artísticos famosos entre os internautas: futuramente, Mity pretende fazê-los recheados para vender.

“Gostaria de fazer recheado futuramente, mas dá bastante trabalho por conta dos detalhes do desenho. Eu faço a mão livre, tiro de fotos do Pinterest, desenho na massa de pastel e corto com a carretilha”,

explicou a feirante que ainda planeja a ideia.

Talento passado de geração

Mity Yamashiro é a terceira geração de feirantes de sua família. Apesar de ter nascido em Curitiba, o pai da artista veio de Okinawa, no Japão, acompanhado de seus avós quando ainda muito pequeno. Segundo a feirante, a família se mudou diante das dificuldades que a Segunda Guerra Mundial trouxe ao país de origem. Atrás de uma vida melhor, a família recorreu ao calor brasileiro.

“Vieram para o Brasil, sofreram muito aqui por não falarem português, mas foram bem acolhidos. Um tempo depois começam a trabalhar com os pastéis nas feiras, desde 1973, e estamos até hoje passando de geração em geração, amamos o que fazemos”,

disse a feirante.
Na foto o pastel de pinhão – especialidade da casa (Foto: Arquivo Pessoal)

Além dos famosos pastéis, Mity também faz doces tradicionais e japoneses, como o conhecido Mochi, que é feito à base de arroz. Para aqueles que desejam experimentar as “Doçuras da Mity“, a feirante informa que podem pesquisar pelas redes sociais ou ir até a feira noturna do Água Verde, que fica localizada na Rua Prof. Brazílio Ovídio da Costa.

“Atendemos das 15h as 21h30min todas as quintas”,

finalizou a artista.