Bastidores

Zagueiro Leandro Castán confirma redução de salário no Vasco

Gazeta
Gazeta Esportiva

16 de abril de 2021 - 18:15 - Atualizado em 16 de abril de 2021 - 18:30

O Vasco está em festa após encerrar o jejum de cinco anos sem vencer o Flamengo, seu maior rival. Com o placar de 3 a 1, o Cruzmaltino acabou com a escrita incômoda, na noite desta quinta-feira, no Maracanã.

Capitão da equipe, o zagueiro Leandro Castán, foi escalado para uma coletiva após a partida. Ele aproveitou o momento para desabafar sobre as situações vividas nos últimos meses, desde o rebaixamento à negociação salarial para permanecer no clube.

“É o começo de uma volta por cima muito pessoal para mim. No ano passado, foi um dos piores momentos da minha carreira. A volta por cima será quando colocar o Vasco na elite do futebol “, afirmou Castán, no Vasco desde 2018.

“Quando acabou a temporada, disse ao Pássaro: ‘Preciso ir para casa porque não aguento mais’. Chegaram situações que não agradaram, mas disse para o Pássaro que se ele contava comigo para gente negociar. Desde que me reapresentei, Pássaro, os massagistas, roupeiro e o Biro, todos eles falavam: ‘Você não pode ir embora’. Sou profissional, preciso do dinheiro para trabalhar, mas esse nunca foi o propósito quando vim para cá. O salário é importantíssimo porque é fruto do meu trabalho, mas o que conta é a gratidão pelo clube. Sei que estou devendo também. O clube caiu, e eu sei que foi responsabilidade minha também”, reconheceu.

Com um dos maiores salários do elenco, Castán teria de adequar seus vencimentos à nova realidade financeira do clube. Com o rebaixamento à série B, estima-se uma perda de arrecadação em 2021 entre 60 e 100 milhões de reais.

“A gente conversou, já teve a redução do salário. É vida que segue. Nunca fiquei no Vasco por causa de dinheiro. A questão minha com o Vasco é gratidão. Eu virei ex-jogador, e o Vasco me abriu as portas. Todo mundo sabe o que ocorreu na minha carreira”, concluiu.

Aos 34 anos, Leandro Castán tem passagens por clubes da Europa, além de Atlético Mineiro, onde se profissionalizou, e Corinthians. Sua carreira quase chegou ao fim após ser diagnosticado com um tumor no cérebro, em 2014 e passar um ano longe dos gramados.

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