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Vôo atrasado e lesão: paranaense supera desafios para correr a São Silvestre

Lesão no calcanhar o afastou dos treinamentos. Vôo de Maringá para São Paulo atrasou 12 horas

Guilherme
Guilherme Fortunato / Produtor
Vôo atrasado e lesão: paranaense supera desafios para correr a São Silvestre
(Foto: Arquivo Pessoal)

30 de dezembro de 2021 - 09:35 - Atualizado em 30 de dezembro de 2021 - 09:35

Cancelada em 2020, a tradicional Corrida de São Silvestre retorna nesta sexta-feira (31) com a edição de 2021. A prova de rua mais famosa do Brasil encerra o calendário esportivo do ano e reúne atletas do mundo todo em São Paulo. Para cada participante, cruzar a linha de chegada tem um significado diferente. Para o maringaense João Luiz Mascarin, a prova marca o retorno as maratonas após 1 ano e meio tratando uma tendinite no calcanhar.

Aos 60 anos, João tem no currículo duas maratonas de 42 quilômetros, além das outras cinco participações na São Silvestre. A história dele com as corridas começou há 10 anos, quando resolveu praticar exercício para manter a forma e cuidar da saúde. De acordo com o empresário, correr é um caminho sem fim. “Acabei pegando gosto e nunca mais parei”, brincou.

Em cada edição João Luiz viveu uma emoção diferente. A primeira vez que correu na São Silvestre foi em 2015. O maratonista conta que a vontade de participar era muito grande. Ele se surpreendeu com a magia da prova e se emociona ao lembrar de cada corrida.

“As pessoas me falavam que a São Silvestre é muito perigosa. Claro, na largada você precisa tomar cuidado, pois tem muita gente e você pode cair. Mas a emoção de estar lá é muito maior do que tudo isso”, explicou o empresário.

João tinha o hábito de correr de 15 a 20 quilômetros por dia. A lesão no calcanhar depois da maratona de Florianópolis, em 2019 o afastou dos treinamentos durante 1 ano e meio, mas a força de vontade e a paixão pela Corrida de São Silvestre contribuíram para ele, mesmo sem o preparo ideal, participar pela 6ª vez da prova.

“Foi uma lesão complicada. Alguns dias depois da prova eu senti dor no calcanhar. Várias vezes tentei treinar porque a dor sumiu, mas nos treinos ela voltava. Voltei a correr aos poucos, para não agravar a lesão. Não poderia deixar de participar da corrida. Todos os ano eu venho e em 2021 não seria diferente. Estou quase 100% para correr. Me preparei o ano todo para chegar a esse momento.”

Mas a lesão não foi a única barreira que o empresário enfrentou para chegar até São Paulo. Durante o embarque para a capital paulista, ainda em Maringá, João Luiz Mascarin e outros passageiros passaram por um transtorno na hora de embarcar. Segundo ele, o vôo estava marcado com destino a São Paulo na terça-feira (28), às 06h15. No aeroporto, todos os ocupantes foram informados pela companhia aérea que a aeronave estava em manutenção.

“Foi decepcionante. Não tivemos assistência alguma lá. A fila estava enorme. Consegui remarcar minha passagem somente às 14h. Acionamos a polícia e o Procon e só assim que resolvemos a situação. Fui embarcar às 18h. Não foi fácil”, lembrou.

Apesar de todo o transtorno, João espera fazer uma boa prova amanhã (31). Apesar de não ter expectativa de tempo de conclusão de prova, participar da edição de 2021 já é uma grande vitória.

“O importante aqui é a emoção. Correr uma São Silvestre é motivo de orgulho!” encerrou.

A largada da 96ª da Corrida de São Silvestre está marcada para às 8h. A organização espera que 20 mil atletas, entre profissionais e amadores, participem da prova em 2021.