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Vice da CBF ironiza críticas do Palmeiras sobre calendário: “Quem mandou eles ganharem tudo?”

Gazeta
Gazeta Esportiva

19 de fevereiro de 2021 - 21:17 - Atualizado em 19 de fevereiro de 2021 - 22:30

No mesmo dia em que o Palmeiras entra em campo pela 75ª vez na temporada, diante do São Paulo, o vice-presidente da CBF, Francisco Novelletto, ironizou as criticas feitas sobre o calendário do futebol brasileiro. Segundo o dirigente, a culpa é do próprio clube alviverde, que quer ganhar tudo.

“Vê se o presidente do Palmeiras, se algum dirigente abre mão… Ele não é obrigado a jogar. Ele quer ganhar! Ele pode abrir mão, não é obrigado. Mas não, precisa fazer caixa, ganhar prêmio da CBF, ganhar prêmio de quem patrocina os campeonatos. Pô, vão pagar R$ 60 milhões para o campeão do nacional. Pagaram R$ 90 milhões para a Copa do Brasil. A Libertadores é mais 20 milhões de dólares. Então é tudo assim. Eles não são obrigados… Quem mandou eles ganharem tudo? Ganhem só metade, para não ter esse problema (de calendário)”, disse em entrevista à Rádio Bandeirantes.

Ao todo, o Verdão irá encerrar a atual temporada com 79 partidas, sendo 16 delas válidas pelo Paulistão, 38 pelo Brasileirão, oito pela Copa do Brasil, 13 pela Libertadores e duas pelo Mundial de Clubes. Destes torneios, a equipe levantou o troféu de dois (Estadual e Libertadores) e ainda pode conquistar o da Copa do Brasil, que será decidia nos dias 28 de fevereiro e 7 de março.

O alto número de jogos, inclusive, é algo que incomoda Abel Ferreira. Em sua primeira temporada como técnico no Brasil, o comandante português já demonstrou diversas vezes a sua indignação, a mais recente foi na última quarta-feira, logo após a derrota para o Coritiba, pelo Nacional.

“Eu, enquanto treinador, sei que ficamos de fora da disputa do Brasileirão por várias razões. De fato, o calendário é extremamente apertado para nós continuarmos a sermos competitivos no campeonato nacional. Já é segunda vez que jogamos, recuperamos e jogamos no dia seguinte outra vez. Volto a dizer, isso não existe em lugar nenhum, só no Brasil”, disse.

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