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Técnico Dunga é demitido da seleção brasileira; Tite é o favorito

Redação RIC Mais
Redação RIC Mais

14 de junho de 2016 - 00:00 - Atualizado em 14 de junho de 2016 - 00:00

Vexame na Copa América foi decisiva para demissão do treinador, em sua segunda passagem pela seleção

A prática, comum nos clubes brasileiros, de demitir treinadores após o primeiro fracasso chegou de vez à seleção brasileira. Desde que Ricardo Teixeira renunciou à presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), em março de 2012, a entidade já demitiu três treinadores. Mano Menezes caiu ainda em 2012, Felipão em 2014 e Dunga foi descartado nesta terça-feira (13). Como comparação, apenas três treinadores comandaram a seleção nos últimos 10 anos de gestão de Teixeira.

As demissões mostram não apenas a decadência do futebol brasileiro, que corre o risco de ficar fora da Copa do Mundo de 2018 e caiu na primeira fase da Copa América Centenário, mas também a diferença de postura de Marco Polo del Nero na comparação com Teixeira.

É verdade que Mano Menezes e Felipão foram demitidos por José Maria Marin, mas Del Nero já era, nos bastidores, o homem-forte dentro da CBF. Nesta terça, a decisão pela saída de Dunga foi comunicada à imprensa poucos minutos depois do início de uma reunião entre Del Nero e o treinador, na sede da CBF.

Dono da primeira cabeça e rolar na nova fase na história da CBF, Mano Menezes comandou o Brasil em 39 jogos (contando com a equipe olímpica), conquistando 26 vitórias, seis empates e sete derrotas. Ele caiu dois dias depois do título do Superclássico das Américas, em novembro de 2012. Sua demissão causou também a saída de Andrés Sanchez do cargo de diretor de seleções.

Felipão ficou um ano e meio no cargo, apenas, e, na versão oficial, pediu demissão dois dias depois da derrota por 3 a 0 para a Holanda, pela decisão do terceiro lugar da Copa do Mundo de 2014. Com ele, à época, saíram todos os componentes da comissão técnica da seleção, inclusive o coordenador técnico Carlos Alberto Parreira. No total, Scolari comandou a equipe em 29 jogos, com 19 vitórias, seis empates e quatro derrotas.

Agora, Dunga é demitido com uma passagem ainda mais curta que dos antecessores quando se leva em conta o número de jogos. Ainda que tenha ficado no cargo por 23 meses, trabalhou em apenas 27 partidas. Ele comandou o time em 13 amistosos, vencendo todos. Mas, quando os jogos eram oficiais, o desempenho foi de apenas 54%. Foram seis vitórias em 14 jogos, além de cinco empates e três derrotas.

Desde a curta – porém vitoriosa – trajetória de Felipão à frente da seleção na conquista do Penta, que durou 25 partidas, em 2012 ninguém saída da seleção após tão poucos jogos. O próprio Dunga comandou a equipe por 60 partidas entre 2006 e 2010, enquanto Parreira esteve à frente do Brasil por 56 jogos até a Copa de 2006.

Tite é o favorito

O técnico Tite está treinando o Corinthians neste momento e é o plano A da CBF para substituir Dunga, demitido nesta terça-feira por Marco Polo Del Nero, presidente da CBF. O treinador tem evitado comentar o assunto, mas no ano passado ele chegou a assinar um documento pedindo a renúncia do mandatário da CBF.

O manifesto foi feito no final de 2015 e teve o apoio de mais de cem personalidades. Além de Tite, assinaram ainda Pelé, Zico, Dorival Junior, Paulo Autuori, Rogério Ceni e Alex. O documento também recebeu apoio do compositor Chico Buarque. O manifesto foi feito pelo movimento Bom Senso FC.

“Exigimos a renúncia definitiva de Marco Polo Del Nero e sua diretoria, seguida da convocação de eleições livres e democráticas para o comando da CBF, sem a atual cláusula de barreira, mecanismo que impede a aparição de posições independentes ao sistema vigente, pois exige oito assinaturas de federações e mais cinco de clubes para candidaturas”, dizia o texto.

Tite deve decidir se aceita ser o novo técnico da seleção, mas já existe uma campanha na internet feita por corintianos para que ele continue no clube paulista. Tanto que a hashtag #FicaTite é uma das mais vistas no Brasil e existe uma pressão para que ele recuse a proposta da CBF.

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