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Sete brasileiros avançam para as oitavas de final em Margaret River

Em mais um longo dia de competição na Austrália, foram disputadas 24 baterias para definir as oitavas de final do Boost Mobile Margaret River Pro apresentado pela Corona.

Aline
Aline Taveira / Produtora com informações da WSL
Sete brasileiros avançam para as oitavas de final em Margaret River
Caio Ibelli foi o recordista do dia, com a pontuação mais alta (Foto: Cait Miers/World Surf League via Getty Images)

3 de maio de 2021 - 10:56 - Atualizado em 3 de maio de 2021 - 10:57

Sete surfistas brasileiros estão classificados para as oitavas de final da terceira etapa da perna australiana, em Margaret River. São eles: os campeões mundiais Gabriel Medina e Italo Ferreira, que brigam pela liderança do ranking, Caio Ibelli, que fez o maior placar da segunda-feira, Filipe Toledo, Jadson André, Peterson Crisanto e Tatiana Weston-Webb. Dois duelos verde-amarelos fecharam o dia, com Yago Dora e Miguel Pupo sendo eliminados.

Com a intenção de agilizar o evento, nesta segunda-feira (3), foi utilizado o sistema “overlapping heats” na terceira fase masculina, com duas baterias sendo disputadas simultaneamente. O dia começou com a repescagem e todos os três brasileiros aproveitaram a segunda chance de classificação.

Os 11 titulares da seleção disputaram vagas para as oitavas de final na primeira rodada de duelos homem a homem. O primeiro a se classificar foi o paranaense Peterson Crisanto, que começou com nota 7,83 sua bateria contra o australiano Owen Wright e vai enfrentar o bicampeão desta etapa, que garantiu a primeira nota 10 do ano, John John Florence.

Natural de Matinhos, Peterson Crisanto foi o primeiro brasileiro a vencer no dia (Foto: Matt Dunbar/World Surf League via Getty Images)

“Eu gosto quando o mar está grande assim, porque consigo mostrar o meu surfe, ainda mais contra o Owen (Wright) que é um ótimo competidor”, disse Peterson Crisanto, “Ele (John John) está no topo aqui, mas vou dar o meu melhor. Gosto do surfe dele e muito também do Andy Irons (in memoriam), que pra mim foi um dos melhores surfistas que já vi. Eu tento me espelhar nele e venho treinando bastante para manter um alto nível de desempenho nas baterias”.

Após a vitória de Peterson Crisanto, vieram três eliminações brasileiras seguidas. Deivid Silva perdeu para o norte-americano Griffin Colapinto, Alex Ribeiro, por muito pouco, 12,67 a 12,64, para o sul-africano Jordy Smith e o “capitão”, Adriano de Souza, perdeu para o português Frederico Morais. Os três terminaram em 17.o lugar no Boost Mobile Margaret River Pro, marcando 1.330 pontos no ranking da World Surf League.

Líder do ranking

O camisa 10 da seleção, Gabriel Medina, escolheu boas ondas para mostrar a força do seu ataque de backside nos pontos mais críticos das direitas de Main Break. Com notas 7,50 e 7,47, aumentou para seis a sua invencibilidade sobre o australiano Connor O´Leary em baterias do CT. Ele deve enfrentar o havaiano Seth Moniz nas oitavas. Com a passagem para as oitavas de final, Medina só perde a liderança do ranking se Italo Ferreira vencer esta etapa. Os dois, no entanto, tem encontro marcado nas semifinais, caso passem pelas quartas.

O bicampeão mundial e líder do ranking enfrentará o havaiano Seth Moniz nas oitavas (Foto: Cait Miers/World Surf League via Getty Images)

“Estou usando a mesma prancha de ontem e ela está ótima, bem rápida. Até tive que reduzir um pouco no botton turn, mas é muito legal ter uma prancha assim, bem progressiva, sem momentos lentos, pois fico mais confiante”, contou Gabriel Medina “Estou me sentindo bem e é muito legal ter boas ondas e várias oportunidades para surfar. O jet-ski ajuda muito também e só precisamos nos preocupar em escolher as ondas certas. Agora é seguir passo a passo, bateria por bateria, porque todo mundo no circuito é difícil de enfrentar, então vou manter meu foco”.

O atual campeão mundial Ítalo Ferreira não deu qualquer chance para o veterano Adrian Buchan, com uma combinação de uma manobra forte de backside e uma mais explosiva na junção. O potiguar fez o maior placar brasileiro do dia até ali, 15,57 pontos, somando notas 8,07 e 7,50 e ainda descartou um 7,03 e um 7,00 de outras duas boas ondas que surfou na bateria.

“O vento aumentou um pouco na hora da minha bateria e ficou mais difícil de dropar, não dava pra ver direito, mas foi uma bateria com bastante ondas boas para surfar”, disse Italo Ferreira. “Eu adoro baterias assim, quando consigo surfar bastante para ir trocando as notas. Esse sistema de competição (overlapping heats) é bom quando tem bastante ondas. Minhas pranchas do Tico e Teco estão incríveis. Usei uma 6’2’’ hoje, mas todas são ótimas”.

Recordista do dia

Italo vai disputar a penúltima vaga para as quartas de final com Caio Ibelli, que se destacou com o maior placar do dia. O guarujaense foi semifinalista em Margaret River em 2019 e atingiu 17,04 pontos com notas 8,87 e 8,17, para bater um campeão deste evento, o taitiano Michel Bourez. Caio foi o único a superar os 17,00 pontos do francês Jeremy Flores, mas o recordista absoluto continua sendo o bicampeão desta etapa em 2017 e 2019, John John Florence, com nota 10 e 17,50 pontos.

“Nossa, estou muito feliz. Parece um pouco de nostalgia de 2019, porque estou usando a mesma prancha e as condições do mar estão parecidas também”, disse Caio Ibelli. “Eu amo o que faço e quero mais eventos assim, com ondas de verdade. Sinto que competir em beach breaks (praias com fundo de areia) não é o meu forte. Aqui eu consigo me soltar e parece até que estou fazendo um freesurf (sessão de treinos), me divertindo bastante e bem relaxado. É uma sensação incrível surfar ondas de verdade e espero que continue assim”.

Duelos Brasileiros

Depois dessa vitória de Caio Ibelli, dois duelos brasileiros fecharam a segunda-feira definindo os últimos classificados para as oitavas de final. A penúltima bateria foi mais fraca de ondas e a vitória foi decidida nas que foram surfadas nos últimos minutos. O potiguar Jadson André venceu Yago Dora por 10,90, contra 10,64 pontos do paranaense.
Mais tarde, Filipe Toledo venceu Miguel Pupo por 15,50 a 11,33 pontos.

Oitavas de Final

Miguel Pupo e Yago Dora terminaram empatados em 17.o lugar no Boost Mobile Margaret River Pro com Adriano de Souza, Deivid Silva e Alex Ribeiro, derrotados na primeira metade da terceira fase. Nas oitavas de final, Peterson Crisanto vai disputar a primeira bateria com John John Florence, Gabriel Medina entra na quinta com outro havaiano, Seth Moniz, e dois duelos brasileiros definem as últimas vagas nas quartas de final, Italo Ferreira com Caio Ibelli e Filipe Toledo com Jadson André.

Na categoria feminina, a gaúcha Tatiana Weston-Webb já tinha garantido sua vaga para as oitavas de final por ter estreado com vitória no domingo. Na segunda-feira, só foram realizadas as duas baterias da repescagem e a brasileira vai enfrentar a norte-americana Sage Erickson na terceira disputa por vagas nas quartas de final. Tatiana foi vice-campeã da última etapa do CT em Margaret River em 2019 e ocupa a terceira posição no ranking deste ano.

O Boost Mobile Margaret River Pro apresentado pela Corona está sendo transmitido ao vivo pelo www.worldsurfleague.com e pelo Facebook, Youtube e aplicativo grátis da World Surf League e pelos canais da ESPN Brasil. A primeira chamada para as oitavas de final será as 7h00 da terça-feira em Margaret River, 20h00 da segunda-feira no Brasil.

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