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Gabriel Medina lidera os brasileiros nas ondas do Boost Mobile Margaret River Pro

Confira os melhores momentos do primeiro dia do Boost Mobile Margaret River Pro

Aline
Aline Taveira / Produtora com informações da WSL
Gabriel Medina lidera os brasileiros nas ondas do Boost Mobile Margaret River Pro
O líder do ranking foi o que mais pontuou entre os brasileiros (Foto: Cait Miers/World Surf League via Getty Images)

2 de maio de 2021 - 12:03 - Atualizado em 2 de maio de 2021 - 12:10

O Boost Mobile Margaret River Pro teve sua primeira chamada neste domingo (2), na praia australiana de Main Break. O bicampeão mundial e atual líder do ranking, Gabriel Medina, fez a maior pontuação entre os oito brasileiros que passaram para a próxima fase. 

Depois do destaque da gaúcha Tatiana Weston-Webb na categoria feminina, a etapa masculina começou com a única baixa brasileira: Alex Ribeiro caiu para a repescagem logo na primeira bateria. 

A segunda teve dobradinha brasileira, com Filipe Toledo e Peterson Crisanto sobre o australiano Connor O’Leary. As ondas foram subindo durante a manhã e algumas séries já passavam dos 10 pés quando eles entraram no mar. Cada um só conseguiu surfar as duas ondas que são computadas e Filipe venceu por 11,50 pontos com uma que pegou no início e a outra no último dos 35 minutos da bateria. Peterson também passou direto para a terceira fase somando 10,10 pontos, contra 8,36 do australiano. 

“Aqui é West Oz e se a previsão é de ondas grandes, vai realmente ter ondas grandes”, disse Filipe Toledo. “Eu me senti preparado e até troquei de prancha por uma maior antes da bateria, que funcionou bem. Eu geralmente uso uma 5’9’’ ou 5’10’’, mas aqui surfei com uma 6’3’’ mais pesada, com rabeta bem fina. Me senti confortável com ela e só foi um pouco complicado identificar onde eu deveria me posicionar lá fora. Foi bem difícil, mas estou feliz pela vitória e pelo Peterson também ter passado”

Outra classificação dupla do Brasil aconteceu na bateria dos campeões mundiais Gabriel Medina e Adriano de Souza, contra o jovem australiano Cyrus Cox de apenas 16 anos de idade. Medina, que vestia a lycra amarela de líder do ranking mundial, escolheu bem as ondas para fazer o maior placar brasileiro do dia, 13,93 pontos. Entre os 11 titulares da seleção brasileira deste ano, Adriano de Souza é o único que venceu a etapa de Margaret River, em 2015.

“Estou feliz em ter passado a bateria e acho que vi uma das maiores ondas numa bateria que eu já competi, hoje aqui”, disse o bicampeão mundial, Gabriel Medina. “Foi uma sensação diferente, porque o mar está bem grande, difícil, mas estou feliz com minha performance e espero continuar avançando. Independente da situação, quero fazer o meu melhor. Tem sido divertido aqui, tenho conhecido mais o lugar dessa vez e estou feliz em surfar mais essa onda”.

Defendendo o título, o potiguar Ítalo Ferreira enfrentou os australianos Jack Robinson e Jacob Willcox. O potiguar falhou nas duas primeiras ondas que pegou, mas na terceira acertou um reentry de backside muito forte debaixo do lip e fez mais duas manobras para ganhar nota 7,83.

No último minuto, Jack ainda tem a chance de fazer uma dobradinha australiana sobre o campeão mundial, mas Italo se classifica em segundo lugar por uma pequena vantagem de 13,76 a 13,43 pontos.

Primeira nota 10

O grande destaque do domingo foi o bicampeão mundial John John Florence, que arrancou a primeira nota 10 do ano no CT masculino. Em um tubo, o havaiano ficou muito profundo, atravessando três, quatro placas que caíram antes de sair em pé e ainda mandar uma batina na junção. 

“Foi muito divertido e eu nem estava querendo ir naquela onda, porque parecia que ia fechar”, contou John John Florence, que venceu as duas últimas edições desta etapa de Margaret River em 2017 e 2019. “Eu entrei nela pensando em fazer umas manobras, então na última hora eu puxei para o tubo e ele continuou e continuou abrindo todo o caminho até o fim. Foi um tubo realmente imprevisível aqui em Main Break, mas certamente existem alguns bons por aí, se você conseguir encontra-los. Estou usando a mesma prancha que eu surfei aqui nos últimos anos e parece que sempre funciona muito bem”.

Brasileiros no topo

Miguel Pupo garantiu a sétima classificação verde-amarela igualando a maior nota brasileira do dia, 7,83 do campeão mundial Italo Ferreira. Com ela, avançou em segundo lugar no confronto vencido pelo australiano Julian Wilson por 13,07 a 11,60 pontos, com o português Frederico Morais caindo para a repescagem com 7,93.

Mais três brasileiros estão nas duas baterias que ficaram para abrir a segunda-feira do Boost Mobile Margaret River Pro. Na primeira do dia, Deivid Silva enfrenta o francês Jeremy Flores e o australiano Owen Wright. Na seguinte, que fecha a rodada inicial, Yago Dora e Caio Ibelli disputam as duas últimas vagas diretas para a terceira fase com o australiano Ethan Ewing. Certamente, será mais um dia de ondas desafiadoras em Main Break.

Boost Mobile Margaret River Pro apresentado pela Corona está sendo transmitido ao vivo pelo WorldSurfLeague.com e pelo Facebook, Youtube e aplicativo da WSL e pelos canais da ESPN Brasil. A próxima chamada será as 7h00 da segunda-feira em Margaret River, 20h00 do domingo no Brasil.